segunda-feira, 21 de maio de 2018


Votos Perpétuos da Anunciatina Renata
Na Matriz Santa Isabel em Osasco 19/05/2018

Vigília de Pentecostes



O sim definitivo é o momento mais forte na vida de uma consagrada, o Instituto Nossa Senhora da Anunciação teve a alegria de celebrar na Vigília de Pentecostes a consagração Perpétua da Anunciatina Renata.

Embora vivendo numa época de rápidas transformações, ainda se vê o valor dos Votos Perpétuos na Vida Religiosa Consagrada. Mas, de quais Votos estou falando? Em que consiste serem perpétuos? Tratam-se dos Votos de Celibato Consagrado, Obediência, Pobreza e Castidade.

As Anunciatinas têm a graça e a alegria de confirmar a vocação consagrada a partir de suas experiências: no contato direto com o povo, principalmente com os mais pobres, no ambiente em que vive e na sociedade, trabalhos pastorais e na Igreja. Os Votos Perpétuos significa, o percurso de um caminho formativo que passa pelo auto-conhecimento e pela auto-aceitação, pela busca de realizar a vontade daquele que o chama a renunciar a si mesma, pegar o Evangelho e partilhar a alegria de viver a intimidade com Deus no serviço aos irmãos.
É um tempo de muitas graças e bênçãos para nosso Instituto e para a Igreja. Fazer os Votos é proclamar as maravilhas que o Senhor opera na vida daqueles que abraçam o dom do Chamado em sua vida.

Parabéns Renata, seja uma verdadeira anunciadora do Evangelho em meio ao mundo. Que Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida te abençoem sempre.

Por: Regina Melo Insa




terça-feira, 17 de abril de 2018

O Batismo é o “fundamento de toda a vida cristã”


CATEQUESE DO PAPA FRANCISCO
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 11 de abril de 2018
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal (Canção Nova) 

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Os cinquenta dias do tempo litúrgico pascal são propícios para refletir sobre a vida cristã que, por sua natureza, é a vida que provém do próprio Cristo. Somos, de fato, cristãos na medida em que deixamos Jesus Cristo viver em nós. De onde partir então para reavivar esta consciência se não do princípio, do Sacramento que acendeu em nós a vida cristã? Este é o Batismo. A Páscoa de Cristo, com a sua força de novidade, nos alcança através do Batismo para nos transformar à sua imagem: os batizados são de Jesus Cristo, é Ele o Senhor da sua existência. O Batismo é o “fundamento de toda a vida cristã” (Catecismo da Igreja Católica, 1213). É o primeiro dos Sacramentos, enquanto é a porta que permite a Cristo Senhor tomar morada na nossa pessoa e a nós imergir no seu Mistério. 
O verbo grego “batizar” significa “imergir” (cfr CCC, 1214). O banho com a água é um rito comum a vários credos para exprimir a passagem de uma condição a outra, sinal de purificação para um novo início. Mas para nós cristãos não deve passar despercebido que se é o corpo a ser imerso na água, é a alma a ser imersa em Cristo para receber o perdão do pecado e resplandecer de luz divina (cfr Tertulliano, sobre ressurreição dos mortos, VIII, 3: CCL 2, 931; PL 2, 806). Em virtude do Espírito Santo, o Batismo nos imerge na morte e ressurreição do Senhor, afogando na fonte batismal o homem velho, dominado pelo pecado que separa de Deus, e fazendo nascer o homem novo, recriado em Jesus. Nele, todos os filhos de Adão são chamados à vida nova. O Batismo, isso é, é um renascimento. Estou certo, certíssimo, de que todos nós recordamos a data do nosso nascimento: certo. Mas me pergunto eu, um pouco duvidoso, e pergunto a vocês: cada um de vocês recorda qual foi a data do seu batismo? Alguns dizem sim – está bem. Mas é um sim um pouco fraco, porque talvez tantos não se lembram disso. Mas se nós festejamos o dia do nascimento, como não festejar – ao menos recordar – o dia do renascimento? Eu darei uma tarefa de casa para vocês, uma tarefa para fazer hoje em casa. Aqueles de vocês que não se recordam da data do batismo, perguntem à mãe, aos tios, aos netos, perguntem: “Você sabe qual é a data do batismo?”, e não a esqueçam nunca. E agradecer ao Senhor por esse dia, porque é justamente o dia em que Jesus entrou em mim, o Espírito Santo entrou em mim. Entenderam bem a tarefa de casa? Todos devemos saber a data do nosso batismo. É um outro aniversário: o aniversário do renascimento. Não se esqueçam de fazer isso, por favor. 
Recordemos as últimas palavras do Ressuscitado aos apóstolos; são um mandato preciso: “Ide e fazei discípulos todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28, 19). Através do lavacro batismal, quem crê em Cristo é imerso na vida própria da Trindade. 
Não é uma água qualquer aquela do Batismo, mas a água sobre a qual é invocado o Espírito que “dá a vida” (Credo). Pensemos no que Jesus disse a Nicodemos para explicar-lhe o nascimento à vida divina: “Se alguém não nasce da água e Espírito, não pode entrar no Reino de Deus. Aquele que nasceu da carne é carne, e aquele que nasceu do Espírito é espírito” (Jo 3, 5-6). Por isso o Batismo é chamado também “regeneração”: acreditamos que Deus nos salvou “pela sua misericórdia, com uma água que regenera e renova no Espírito” (Tit 3, 5). 
O Batismo é, por isso, sinal eficaz de renascimento, para caminhar em novidade de vida. São Paulo recorda isso aos cristãos de Roma: “Não sabeis que quantos fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte? Por meio do batismo, portanto, fomos sepultados junto a ele na morte a fim de que, como Cristo foi ressuscitado dos mortos por meio da glória do Pai, assim também nós podemos caminhar em uma vida nova” (Rm 6, 3-4). 
Imergindo-nos em Cristo, o Batismo nos torna também membros do seu Corpo, que é a Igreja, e partícipes da sua missão no mundo (cfr CCC 1213). Nós batizados não somos isolados: somos membros do Corpo de Cristo. A vitalidade que surge da fonte batismal é ilustrada por estas palavras de Jesus: “Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto” (cfr Jo 15, 5). Uma mesma vida, aquela do Espírito Santo, passa de Cristo aos batizados, unindo-os em um só Corpo (cfr 1 Cor 12, 13), crismado pela santa unção e alimentado pela mesa eucarística. 
O Batismo permite a Cristo viver em nós e a nós viver unidos a Ele, para colaborar na Igreja, cada um segundo a própria condição, para a transformação do mundo. Recebido de uma só vez, o lavacro batismal ilumina toda a nossa vida, guiando os nossos passos até a Jerusalém do Céu. Há um antes e um depois do Batismo. O Sacramento supõe um caminho de fé, que chamamos catecumenato, evidente quando é um adulto a pedir o Batismo. Mas também as crianças, desde a antiguidade, são batizadas na fé dos pais (cfr Rito do Batismo das crianças, Introdução, 2). E sobre isso eu gostaria de dizer-vos uma coisa. Alguns pensam: mas por que batizar uma criança que não entende? Esperamos que cresça que entenda e seja ela mesma a pedir o Batismo. Mas isso significa não ter confiança no Espírito Santo, porque quando nós batizamos uma criança, naquela criança entra o Espírito Santo e o Espírito Santo faz crescer naquela criança, desde criança, as virtudes cristãs que depois florescerão. Sempre se deve dar esta oportunidade a todos, a todas as crianças, de ter dentro de si o Espírito Santo, que os guia durante a vida. Não esquecer de batizar as crianças! Ninguém merece o Batismo, que é sempre dom gratuito para todos, adultos e recém-nascidos. Mas como acontece com uma semente cheia de vida, este dom se enraíza e dá frutos em um terreno alimentado pela fé. As promessas batismais que todos os anos renovamos na Vigília Pascal devem ser reavivadas todos os dias a fim de que o Batismo “cristifique”: não devemos ter medo desta palavra; o Batismo nos “cristifica”, quem recebeu o Batismo é “cristificado”, se assemelha a Cristo, se transforma em Cristo e o torna realmente um outro Cristo. 


terça-feira, 10 de abril de 2018

Anunciação do Senhor


Hoje em toda a Igreja celebramos a Solenidade da Anunciação do Senhor.

É festa para o Instituto Nossa Senhora da Anunciação “Anunciatinas”

As “Anunciatinas” são Moças que consagrdas a Deus com a profissão dos conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência. Vivem a cumprem a missão no ambiente familiar, trabalho e estudo.
Procuram moldar a vida no exemplo de Maria de Nazaré, a Virgem da Anunciação, na simplicidade da vida quotidiana, Maria acolheu Jesus para doá-lo ao mundo.

A exemplo de Maria, as Anunciatinas colocam a própria vida ao serviço do Evangelho. Sua missão consiste em “representar Maria hoje diante de todos” (Bem-aventurado Tiago Alberione).

“Vossa paróquia é o mundo… Formar um coração grande, coração Paulino que abrange todas as nações e cada uma das pessoas”.
a festa da Anunciação do Anjo Gabriel à Virgem Maria é comemorada desde o  século V, no Oriente e a partir do Século VI, no Ocidente, nove meses antes do Natal. Por este acontecimento, que fez de Maria o primeiro sacrário da Eucaristia, Ela recebeu dos cristãos o título de Nossa Senhora da Anunciação.
Para que a encarnação do Filho de Deus viesse a acontecer, o Pai escolhe uma mulher para tal missão: Maria. Por causa dos méritos de Cristo, Maria é contemplada com A festa da Anunciação.
todas as prerrogativas e graças especiais para o cumprimento da sua missão: gerar e educar o Filho de Deus, quanto a sua humanidade, para que na Sua divindade e humanidade, sendo uma única Pessoa, pudesse nos salvar.
Para tal missão, mesmo Maria sendo cumulada de todas as graças para o cumprimento da sua missão, Deus e a humanidade inteira dependem do “sim” dela; na anunciação, o Anjo Gabriel anuncia-lhe sobre a missão que Deus confia a ela; Maria, com toda a docilidade, dá o seu “sim” para que o Filho de Deus venha. “Eis aqui a escrava do Senhor; faça-se em mim a tua vontade”, diz ela.
É importante percebermos que toda a Trindade concorre para a Encarnação do Filho: O Pai envia; o Filho assume a missão em obediência ao Pai; o Espírito Santo gera o Filho no seio de Maria. Toda esta maravilha é fruto do amor de Deus e da obediência de uma mulher: Maria, nossa Mãe. Nesta solenidade, somos convidados a um profundo reconhecimento da misericórdia de Deus por nós, assumindo nossa humanidade para nossa salvação, fruto da iniciativa do Pai e louvarmos e agradecermos a Nossa Senhora pelo seu “sim”. A maneira maravilhosa de agradecermos ao Todo-poderoso por tamanho amor é respondermos com amor ao chamado d’Ele em nossa vida. Que possamos responder ao Senhor, como Maria: “Eis aqui o (a) servo (a) do Senhor… Faça-se em mim segundo a tua palavra”.









terça-feira, 3 de abril de 2018


Na Vigília Pascal, Papa fala sobre importância do Anúncio

DOMINGO, 1 DE ABRIL DE 2018, 8H22
Durante homilia na celebração da Vigília Pascal, Papa Francisco falou enfatizou: “as pedras começam a gritar”

Denise Claro
Da redação
  
O Papa Francisco presidiu na noite deste Sábado Santo, 31, a solene celebração da Vigília Pascal, na Basílica Vaticana.
Durante a homilia, Papa Francisco falou sobre o silêncio dos discípulos:
“Começamos esta celebração no átrio externo, imersos na escuridão da noite e no frio que a acompanha. Sentimos o peso do silêncio diante da morte do Senhor, um silêncio em que cada um de nós se pode reconhecer e que penetra profundamente nas fendas do coração do discípulo, que, à vista da cruz, fica sem palavras.

São as horas do discípulo emudecido face à amargura gerada pela morte de Jesus: Que dizer diante desta realidade? O discípulo que fica sem palavras, tomando consciência das suas reações durante as horas cruciais da vida do Senhor: diante da injustiça que condenou o Mestre, os discípulos guardaram silêncio; diante das calúnias e falsos testemunhos sofridos pelo Mestre, os discípulos ficaram calados. Durante as horas difíceis e dolorosas da Paixão, os discípulos experimentaram, de forma dramática, a sua incapacidade de arriscar e falar a favor do Mestre; mais ainda, renegaram-No, esconderam-se, fugiram, ficaram calados (cf. Jo 18, 25-27).”

O Pontífice lembrou que os discípulos se sentem enrijecidos e paralisados, oprimidos. “É o discípulo de hoje, emudecido diante duma realidade que se lhe impõe fazendo-lhe sentir e – pior ainda – crer que nada se pode fazer para vencer tantas injustiças que vivem na sua carne muitos dos nossos irmãos.”
E comparou que no meio dos “nossos silêncios”, quando se cala, então começam a “gritar as pedras”: “A pedra do sepulcro gritou e, com o seu grito, anunciou a todos um novo caminho. Foi a criação a primeira a fazer ecoar o triunfo da Vida sobre todas as realidades que procuraram silenciar e amordaçar a alegria do evangelho. Foi a pedra do sepulcro a primeira a saltar e, à sua maneira, a entoar um cântico de louvor e entusiasmo, de júbilo e esperança no qual todos somos convidados a participar.”

Francisco ressaltou que o túmulo vazio quer desafiar, mover, interpelar, mas sobretudo quer encorajar aos cristãos a crer e confiar que Deus “Se faz presente” em qualquer situação, em qualquer pessoa, e que a sua luz pode chegar até aos ângulos mais imprevisíveis e fechados da existência.
“Ressuscitou da morte, ressuscitou do lugar donde ninguém esperava nada e espera-nos – como esperava as mulheres – para nos tornar participantes da sua obra de salvação.”
O Papa reforçou que é necessário que deixemos que nossa esperança seja sustentada e transformada em gestos concretos de caridade. E finalizou:

“A pedra do sepulcro desempenhou o seu papel, as mulheres fizeram a sua parte, agora o convite é dirigido mais uma vez a ti e a mim: convite a quebrar os hábitos rotineiros, renovar a nossa vida, as nossas escolhas e a nossa existência; convite que nos é dirigido na situação em que nos encontramos, naquilo que fazemos e somos; com a «quota de poder» que temos. Queremos participar neste anúncio de vida ou ficaremos mudos perante os acontecimentos?”
Durante a celebração foram batizados oito catecúmenos, naturais da Albânia, Itália, Peru, Nigéria e Estados Unidos.


sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Bem-aventurado Tiago Alberione
No dia 27 de abril de 2003 o papa João Paulo II declarou Tiago Alberione bem-aventurado!
Padre Tiago Alberione, Fundador da Família Paulina, foi um dos mais carismáticos apóstolos do século XX. Nasceu em San Lorenzo diFossano (Cuneo, Itália), no dia 4 de abril de 1884. Recebeu o batismo já no dia seguinte. A família Alberione, constituída por Miguel e Teresa Allocco e por seis filhos, era do meio rural, profundamente cristã e trabalahadora.

O pequeno Tiago, o quarto filho, desde cedo passa pela experiência do chamado de Deus: na primeira série do ensino primário, quando a professora Rosa perguntou o que seria quando se tornasse adulto, ele respondeu: Vou tornar-me padre! Os anos da infância se encaminham nessa direção.
Com 16 anos, Tiago foi recebido no Seminário de Alba. Desde logo se encontrou com aquele que para ele foi pai, guia, amigo e conselheiro por 46 anos: o cônego Francisco Chiesa.
No final do Ano Santo de 1900, já estimulado pela encíclica de Leão XIII Tametsi futura (Ainda que se trate de coisas futuras), Tiago viveu a experiência decisiva de sua existência. Na noite de 31 de dezembro de 1900, noite que dividiu os dois séculos, pôs-se a rezar por quatro horas diante do Santíssimo Sacramento e, na luz de Deus, projeta o seu futuro. Uma “luz especial” veio ao seu encontro, desprendendo-se da Hóstia e a partir daquele momento ele se sentiu “profundamente comprometido a fazer alguma coisa para o Senhor e para as pessoas do novo século”: “o compromisso de servir à Igreja”, valendo-se dos novos meios colocados à disposição pelo progresso.
No dia 29 de junho de 1907 foi ordenado sacerdote. Como passo seguinte, uma breve, mas significativa experiência pastoral em Narzole (Cuneo), na qualidade de vice pároco. Lá encontrou o bem jovem José Giaccardo, que para ele será o que foi Timóteo para o Apóstolo Paulo. Ainda em Narzole, Padre Alberione amadureceu sua reflexão sobre o que pode fazer a mulher incluída no apostolado.
No Seminário de Alba desempenhou o papel de Diretor Espiritual dos seminaristas maiores (filósofos e teólogos) e menores (estudantes do ensino médio), e foi professor de diversas disciplinas. Dispôs-se a pregar, a catequizar, a dar conferências nas paróquias da diocese. Dedicou também bastante tempo ao estudo da realidade da sociedade civil e eclesial do seu tempo e às novas necessidades que se projetavam.
Concluiu que o Senhor o convocava para uma nova missão: pregar o Evangelho a todos os povos, segundo o espírito do Apóstolo Paulo, usando os modernos meios da comunicação. Justificam essa direção os seus dois livros: Apontamentos de teologia pastoral (1912) e A mulher associada ao zelo sacerdotal (1911-1915).
Essa missão, para ser desenvolvida com carisma e continuidade, devia ser assumida por pessoas consagradas, considerando-se que “as obras de Deus se edificam por meio das pessoas que são de Deus”. Desse modo, no dia 20 de agosto de 1914, quando, em Roma morria o sumo pontífice, Pio X, em Alba, o Padre Alberione dava início à “Família Paulina” com a fundação da Pia Sociedade São Paulo. O começo foi marcado pela extrema pobreza, em conformidade com a pedagogia divina: “inicia-se sempre no presépio”.
A família humana – na qual o Padre Alberione se inspira – é constituída por irmãos e irmãs. A primeira mulher a seguir o Padre Alberione foi uma jovem de vinte anos, de Castagnito (Cuneo): Teresa Merlo. Com o apoio dela, Alberione deu início à congregação das Filhas de São Paulo (1915) – Irmãs Paulinas. Pouco a pouco, a “Família” cresceu, as vocações masculinas e femininas aumentaram, o apostolado tomou seu curso e assumiu sua forma.
Em 1918 (dezembro) registrou-se o primeiro envio das “filhas” para Susa: iniciou-se uma história muito corajosa de fé e de empreendimento, que gerou também um estilo característico, denominado (estilo) “paulino”.
Em 1923, quando o Padre Alberione adoeceu gravemente e o diagnóstico médico não sugeriu um quadro de esperanças, o Fundador, milagrosamente, retomou o caminho com saúde e afirmou: “Foi São Paulo quem me curou”. A partir daquele período apareceu nas capelas paulinas a inscrição que em sonho ou em revelação o Divino Mestre Jesus Cristo dirigiu ao Fundador: Não temam – Eu estou com vocês – Daqui quero iluminar – Arrependam-se dos pecados.
Em 1924, veio à luz a segunda congregação feminina: as Pias Discípulas do Divino Mestre, para o apostolado eucarístico, sacerdotal e litúrgico. Para orientá-las na nova vocação, Padre Alberione chamou a jovem Úrsula – Irmã M. Escolástica Rivata.
Em outubro de 1938, Padre Alberione fundou a terceira congregação feminina: as Irmãs de Jesus Bom Pastor ou “Pastorinhas”, que se dedicam ao apostolado pastoral destinado a auxiliar os Pastores.
A Família que foi se completando em 1954, com a fundação da quarta congregação feminina, o Instituto Rainha dos Apóstolos para as Vocações (Irmãs Apostolinas) e, em 1960, dos Institutos de vida secular consagrada: São Gabriel Arcanjo, Nossa Senhora da Anunciação, Jesus Sacerdote e Sagrada Família. Dez Instituições (inclusive os Cooperadores Paulinos) unidas entre si pelo mesmo ideal de santidade e de apostolado: viver e anunciar Jesus Cristo Caminho, Verdade e Vida.
Nos anos de 1962-1965, o Padre Alberione foi protagonista silencioso, mas atento do Concílio Vaticano II, de cujas sessões ele participou, diariamente.
No dia 26 de novembro de 1971 deixou a terra para assumir o seu lugar na Casa do Pai. Padre Alberione viveu 87 anos.  Em 25 de junho de 1996 o papa João Paulo II assinou o Decreto por meio do qual eram reconhecidas as virtudes heroicas de Alberione.
Foi beatificado por João Paulo II, no dia 27 de abril de 2003, na Praça de S. Pedro, em Roma.
Bem-aventurado Tiago Alberione, rogai por nós!


terça-feira, 24 de outubro de 2017

Mergulhar no mistério de Cristo com o coração, pede Papa
TERÇA-FEIRA, 24 DE outubro DE 2017, 8H57


O mistério de Cristo foi o centro da homilia do Papa nesta terça-feira
Da Redação, com Rádio Vaticano

O mistério de Jesus Cristo esteve no centro da homilia do Papa Francisco nesta terça-feira, 24, na capela da Casa Santa Marta.
A homilia do Pontífice teve como ponto de partida a Primeira Leitura do dia, extraída da Carta aos Romanos, na qual São Paulo usa contraposições – pecado, desobediência, graça e perdão – para que se possa compreender algo, mas sente que é “impotente” para explicar este mistério. Por detrás disso tudo, está a história da salvação, da criação, da queda e da redenção. São Paulo, disse o Papa, impulsiona os fiéis para que caiam no mistério de Cristo.
Essas contraposições, portanto, são somente passos no caminho para imergir-se no mistério de Cristo, que não é fácil de entender, considerou o Papa. É tão “superabundante”, “generoso”, “inexplicável” que não se pode entender com argumentações, porque estas levam até certo ponto. Para entender quem é Jesus Cristo, o Papa convida a imergir-se neste mistério.
O Santo Padre evidenciou que, quando se vai à Missa, as pessoas vão rezar, sabem que Jesus está na Palavra, que vem, mas isso não é suficiente para poder entrar no mistério. “Entrar no mistério de Jesus Cristo é mais, é deixar-se ir naquele abismo de misericórdia onde não existem palavras: somente o abraço do amor. O amor que o levou à morte por nós. Quando nós vamos nos confessar porque pecados – sim, devo tirar os pecados, digamos; ou “que Deus me perdoe os pecados” – vamos, contamos os pecados ao confessor e ficamos tranquilos e contentes. Se eu vou lá, vou encontrar Jesus Cristo, entrar no mistério de Jesus Cristo, entrar naquele abraço de perdão do qual fala Paulo; daquela gratuidade de perdão”.
Francisco ressaltou ainda que entender o mistério de Jesus Cristo não é uma coisa de estudo, porque Jesus é entendido somente por pura graça. É então assinalado um exercício de piedade que ajuda: a Via-Sacra, que consiste em caminhar com Jesus no momento em que dá “o abraço de perdão e de paz”.
“É bonito fazer a Via-Sacra. Fazê-la em casa, pensando nos momentos da Paixão do Senhor. Também os grandes Santos aconselhavam sempre começar a vida espiritual com este encontro com o mistério de Jesus Crucificado. Santa Teresa aconselhava as suas monjas: para chegar à oração de contemplação, a elevada oração que ela tinha, começar com a meditação da Paixão do Senhor. A Cruz com Cristo. Cristo na Cruz. Começar a pensar. E assim, tentar entender com o coração, que ‘me amou e deu a si mesmo por mim’, ‘deu a si mesmo até a morte por mim’”.
Na primeira leitura, São Paulo quer justamente revelar o abismo do mistério de Cristo, reiterou o Papa Francisco. “’Eu sou um bom cristão, vou à Missa no domingo, faço obras de misericórdia, recito as orações, educo bem os meus filhos’: isto está muito bem. Mas a pergunta que faço: “Você faz tudo isto: mas entra no mistério de Jesus Cristo? Aquilo que você não pode controlar… Peçamos a São Paulo, verdadeira testemunha, alguém que encontrou Jesus Cristo e deixou-se encontrar por Ele e entrou no mistério de Jesus que nos amou, deu a si mesmo até à morte por nós, que nos fez justos diante de Deus, que perdoou todos os pecados, também as raízes do pecado: de entrar no mistério do Senhor”.


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

“Bem-aventurado Timóteo Giaccardo
Primero Padre da Pia Sociedade de São Paulo.

José Timóteo Giaccardo, sacerdote Paulino, italiano, pertence à Congregação da Pia Sociedade de São Paulo. A originalidade de sua vida está em ter sido o primeiro sacerdote da Família Paulina e um fidelíssimo discípulo do Fundador, Padre Tiago Alberione. Nasceu em Narsole, norte da Itália. Sua família era pobre de bens materiais, mas rica de fé e virtudes cristãs. Em 1908 José encontrou-se pela primeira vez com o jovem padre Tiago Alberione que, em Narzole estava dando sua colaboração na paróquia. Padre Alberione, percebendo no pequeno José profunda piedade e grande vontade de ser padre; encaminhou-o para o seminário da diocese de Alba.

Tendo como guia espiritual padre Alberione, em 1917 José Timóteo entrou na "Obra de São Paulo" fundada em 1914 por seu mestre e cuja finalidade específica era a evangelização por meio da imprensa, a principal mídia da época. Desde cedo José Timóteo mostrou-se uma pessoa de profunda vida interior, desejosa de ser cada dia melhor e ajudar seus semelhantes no bem. Por isso com grande fé acatou as orientações de Padre Alberione que indicava uma nova forma de santidade e de evangelização.

José Timóteo, movido pela fé, foi fiel companheiro da "primeira hora", seguidor incondicional e colaborador ativo do Fundador da então nascente Família Paulina. Acompanhou todas as obras e todas as pessoas com grande perspicácia e sensibilidade. Além de alguns livros, deixou como preciosa herança espiritual um "Diário", rico da presença de Deus e desejos profundos de santidade para si mesmo e para todos. Sua fé em Deus e amor à missão fazia dele uma pessoa autêntica e radical. Lemos em seu "Diário": "Ó Jesus, quero viver de tua vida, transforma-me. Quero ser "outro Jesus" na minha vida e com todas as pessoas”. Diante das grandes dificuldades para a aprovação da Congregação das Discípulas do Divino Mestre (uma das congregações fundadas por Alberione) que se dedicam à missão eucarística, missão sacerdotal e missão litúrgica, padre Timóteo não mediu esforços nem súplicas. Diante das respostas negativas não hesitou em oferecer a própria vida para a garantir a existência na Igreja desta congregação, certamente querida por Deus.
E o importante é que Deus aceitou a oferta. Foi assim que ele, acometido por leucemia, veio a falecer alguns dias após a aprovação pontifícia das Discípulas do Divino Mestre, no dia 24 de janeiro de 1948. A aprovação chegara no dia 12 de janeiro de 1948.

Dele escreveu o Fundador: "De 1909 a 1914, quando a Divina Providência preparava a Família Paulina, ele, embora não entendendo tudo, teve clara intuição da obra. As luzes que recebeu da Eucaristia, sua fervorosa devoção Mariana, a reflexão sobre os documentos pontifícios o iluminaram sobre as necessidades da Igreja e sobre os meios modernos para anuncio do Evangelho”.
Desde 1917, ainda seminarista, orientava os mais novos; foi chamado e tornou-se para sempre: o senhor mestre: amado, ouvido, seguido e venerado por todos. Foi o mestre que a todos precedia com o exemplo, que ensinava, aconselhava e construía com suas orações iluminadas e fervorosas. Gravou, pode-se dizer, em cada pessoa sua marca, e imprimiu algo de si em cada coração dos Sacerdotes e Discípulos, das Paulinas, Discípulas e Pastorinhas e em todos aqueles que se aproximaram dele por motivos espirituais ou sócias e econômicos.

Foi mestre na oração: sabia falar com Deus. Vivia intensamente a devoção à eucaristia, a Nossa Senhora, à liturgia e nutria um grande amor à Igreja e ao Papa. Foi mestre na missão. Ele a sentia, a amava e a desenvolvia. Sabia suscitar energias, ser o sustento para os fracos e luz e sal, no sentido evangélico, para todos.
Foi o coração e a alma da Família Paulina. Quem quiser conhecer alguém que encarnou totalmente o ideal e o carisma da missão paulina em sua integralidade, deve olhar o "senhor mestre". (Alberione) A aprovação e o reconhecimento de suas virtudes, por parte da Igreja, não se fizeram esperar. Em 1985 foi declarado venerável. E a 22 de outubro de 1989, o Papa João Paulo II o declarou solenemente bem-aventurado.

"Que o Espírito Santo nos invada e nos guie para Deus e para a vida eterna. Sejamos cidadãos do céu, sejamos homens de eternidade. Que através de nossas palavras e de nossas obras se propague eficazmente e sempre em todos e em todo lugar, o mistério da vida eterna." Timóteo Giaccardo
“Bem-aventurado Timóteo Giaccardo

Interceda por nós e por toda a Família Paulina”.