domingo, 27 de outubro de 2019


Dom Evaristo explica a proposta das mulheres diaconisas em discussão no Sínodo

Durante o período pré-sinodal, de escuta das populações que vivem na Amazônia, o bispo da Prelazia de Marajó, dom Evaristo Pascoal Spengler, afirmou que 40% dos participantes dos eventos pré-sinodais pediram que o Sínodo aprovasse a possibilidade de as mulheres serem diaconisas. Isso porque a presença feminina na região é predominante e são elas que tomam a frente na Evangelização de diversos povos da floresta, em lugares onde os padres, muitas vezes, aparecem duas ou três vezes por ano. Por isso, dom Evaristo Spengler defendeu a causa no Sínodo. Em entrevista à CNBB, ele explica a proposta das diáconas mulheres e esclarece porque essa possibilidade não encontra empecilhos no ordenamento da Igreja Católica.
Durante o Sínodo, ouvimos muitas mulheres, que são missionárias na Amazônia, dizerem que já exercem funções que seriam de uma diaconisa. Por que, então, instituir o diaconato das mulheres oficialmente?
As mulheres já exercem as funções, com certeza, mas sempre de forma extraordinária. São ministras extraordinárias da Comunhão, ministras extraordinárias do Batismo ou da Palavra. Quando você tem uma ordenação, cria-se uma oficialidade, ela se torna mais representante. Então é essa representação local nas comunidades que nós queremos ter na Amazônia, senão o povo se sente longe dos ministros ordenados da Igreja.
A proposta de se instituir o diaconato das mulheres não é uma unanimidade. Quais seriam outras possibilidades?
Existem outros tipos de ministérios, de coordenação de comunidade, ministério da Palavra oficializado, então há outros caminhos que o documento talvez aponte, vamos aguardar a apresentação em plenário para ver de fato as propostas.
Há quem defenda que a questão do diaconato das mulheres deve ser mais estudada e decidida em outra ocasião. O que o senhor pensa sobre isso?
Este Sínodo é como todos os outros que já foram realizados, tem o mesmo peso. Embora seja o Sínodo para uma região, a Amazônia, tem representação das igrejas católicas do mundo inteiro. Então este Sínodo tem sim a possibilidade de tomar uma decisão dessa natureza.
Qual é a base, a referência que o senhor usa para defender o diaconato das mulheres?
Lendo a Bíblia, percebemos uma forte influência das mulheres. Muitas vezes nós destacamos os patriarcas, mas ao lado dos patriarcas estão as matriarcas; destacamos os profetas, mas há as profetizas; destacamos os juízes, mas tem as juízas que conduzem o povo de Deus. E Maria é a maior das mulheres, que disse o seu sim e que de fato mudou a história da Salvação. Também, ao longo da história da Igreja, tivemos mulheres que foram decisivas, como conselheiras de papas e santas. A partir do século XII, existem mais santas mulheres do que santos homens canonizados na Igreja Católica. Então não é por falta de santidade que as mulheres não podem exercer o ministério. O que faz o Papa Bento XVI? Ele muda o cânon 1009 (do Direito Canônico), que dizia que os bispos, presbíteros e diáconos estão ligados ao Cristo Cabeça. Muitos diziam que esse era um impedimento para a ordenação de mulheres. Bento XVI mudou o terceiro parágrafo desse cânon dizendo que o bispo e o presbítero estão ligados ao Cristo Cabeça, mas o diácono está ligado à diaconia, ou seja, ao serviço da Palavra, da caridade e ao serviço da Liturgia.

Manuela Castro – Cidade do Vaticano


terça-feira, 1 de outubro de 2019


Mês de Outubro, mês missionário
“Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo”.
O Papa Francisco proclamou outubro de 2019 como Mês Missionário Extraordinário com o objetivo de: “despertar em medida maior a consciência da missio ad gentes e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral”. Trata-se de acontecimento eclesial de grande importância que abrange todas as Conferências Episcopais, os membros dos institutos de vida consagrada, as sociedades da vida apostólica, as associações e movimentos eclesiais.
O que é Missão?
Como diz Dom Hélder Câmara:
Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu. É parar de dar volta ao redor de nós mesmos como se fossemos o centro do mundo e da vida. É não se deixar bloquear nos problemas do pequeno mundo a que pertencemos: A humanidade é maior. Missão é sempre partir, mas não devorar quilômetros. É sobretudo abrir-se aos outros como irmãos, descobri-los e encontrá-los. E, se para descobri-los e amá-los é preciso atravessar os mares e voar lá nos céus, então missão é partir até os confins do mundo.
Dom Hélder Câmara

Todos sabem que Outubro é o mês das Missões. O termo Missão, quando aplicado no contexto da Igreja, remete-nos logo para os missionários, consagrados ou leigos, que são enviados às populações mais carentes deste mundo tão cheio de diferenças. No entanto, a missão do católico é muito mais que a Missão Ad Gentes.
O primeiro passo para a missão, como nos disse D. Helder no poema acima, é sair de si mesmo, não se deixar bloquear em nosso pequeno mundo, ou seja, buscando na graça de Deus a força para sair do comodismo que tem levado tantos cristãos a uma vida morna, individualista e frustrada, com os meios que nos atinge com suas ofertas.

Missão é dar testemunho da ressurreição de Jesus Cristo, a Igreja povo de Deus, deve anunciar o Evangelho, mas também realizar sinais que revelam o amor de Deus, pela humanidade. Missão que vai em direção ao outro, animados pela força do Espirito Santo, pelo ardor missionário somos todos convocados, a sair de si, e levar o amor de Deus a todos os povos.

A missão brota do coração da Santíssima Trindade como identidade da Igreja peregrina e que, por sua natureza, é missionária (cf. AG, n. 2). Por sua vez, a identidade do discípulo missionário nasce do encontro com Jesus Cristo, decisivo e transformador (cf. DAp, n. 29) que nos convida à conversão pessoal e pastoral. Como Igreja, não há outro caminho a trilhar a não ser mover-se, com ele, em missão ao redor do mundo. É ser Igreja em movimento.
Como batizados e enviados, possamos despertar na Igreja, na sociedade, o desejo do encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo. Sejamos instrumentos do Espirito de Deus, na missão evangelizadora, a serviço do povo de Deus.
Por: Regina Melo INSA

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019



Ano Vocacional da Família Paulina
Por Animação Vocacional
No aniversário de nascimento da Família Paulina e no clima do iminente Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, os Superiores Gerais da Família Paulina anunciaram a celebração de um Ano vocacional de Família Paulina, que se iniciará, oficialmente, no próximo 25 de janeiro, festa da Conversão de São Paulo, e se concluirá em 24 de janeiro de 2020.
Um ano para redescobrir, com alegria, o mistério da nossa vocação paulina e para propor aos jovens a santidade como “o rosto mais belo da Igreja”.
Um ano para experimentar novamente que “o dom total de si pela causa do Evangelho é algo de estupendo que pode dar sentido a toda uma vida” (Papa Francisco).
Um ano para “sair e encontrar os jovens lá, onde se encontram, reacendendo seus corações e caminhando com eles” (cf. IL 175).
Um ano intenso de oração, reflexão e de tantas iniciativas vocacionais, organizadas, possivelmente, em nível de “Família” e por isso pensadas e vividas “juntos” com os Institutos presentes nas diversas localidades.
Um ano iluminado pela visão do Fundador, Pe. Tiago Alberione, que, “vagando com a mente no futuro, lhe parecia que no novo século almas generosas sentiriam o mesmo que ele sentia…” (AD 17); um ano para fazer ressoar o apelo a “sentir-nos profundamente obrigadas a fazer alguma coisa pelo Senhor e pelos homens e mulheres do nosso tempo” (cf. AD 15) e portanto, para “reavivar o dom de Deus que recebemos”.
“Reaviva o dom de Deus” (2Tm 1,6)

É o slogan paulino que marcará este ano particular.


RETIRO ANUAL DAS ANUNCIATINAS DO BRASIL

“O amor ao Evangelho é o sinal dos escolhidos
 por Deus para grandes obras”.

Pe. Alberione



                Aconteceu em Campinas, São Paulo, na Casa de Formação dos Paulinos de 09 a 13 de janeiro de 2019 o retiro anual das Anunciatinas do Brasil,  que vieram dos Estados da Paraíba, Bahia, São Paulo Capital e contamos ainda com a participação de uma ex-anunciatina do Estado de Goiás.
                O retiro coordenado pelo Pe. Jose Carlos de Freitas Junior PSS, foi um momento rico de acolhimento e atenção manifestado também por todos os seminaristas. Os temas propostos para as reflexões diárias foram: DISCIPULADO: NOSSOS PÉS NOS PASSOS DE JESUS DE NAZARÉ (J 1, 1-18), BEBER NA FONTE DA ÁGUA VIVA (J 4, 1-26), DISCIPULADO  PERMANECER NA MISTICA E DINAMICA DO AMOR  (J 15, 1-17), DISCIPULADO COM MARIA, MÃ DOS POBRES (Lc 1, 39-45).
Os temas foram colocados de maneira coletiva e todas puderam aprofundar individualmente interiorizando cada assunto. O retiro foi enriquecido pela Palavra ‘a Luz do Evangelho e momentos celebrativos partilhados com orações próprias da Liturgia das Horas, Santa Missa, Oficio de Nossa Senhora em clima participativo, alegre. As motivações e orações sempre imbuídas da realidade diversa do Brasil.
Além de toda riqueza evangélica tivemos também momentos de recreio e lazer onde pudemos partilhar a vida sempre com a presença alegre dos padres, Jose Carlos, Erivaldo e seminaristas.
Momento rico em contato com a natureza, fizemos um belo passeio no Parque e Lagoa Taquaral e visitação ao Teatro de Arena com o monumental Auditório Beethoven (Concha Acústica) onde pudemos apreciar musica ao ar livre ao som de violino e saxofone, passeio de bondinho e pedalinho.
                Finalmente, com encerramento das atividades na manha de domingo dia 14  contamos com a presença do nosso Provincial  Pe. Luiz Miguel (PSS), acompanhado do religioso Tiago que presidiu solenemente a Celebração Eucarística na Festa de Renovação Batismal e envio das Anunciativas renovadas no Espirito de Cristo Redentor.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

O Papa Francisco celebrou a missa, nesta quinta-feira, 8, na Casa Santa Marta


 O Papa Francisco celebrou a missa, nesta quinta-feira, 8, na Casa Santa Marta, e em sua homilia destacou três palavras: testemunho, murmuração e pergunta. A reflexão se desenvolveu a partir do Evangelho de Lucas, da liturgia do dia: “Os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus”, resumiu Francisco, que destacou a fala dos fariseus: “Este homem [Jesus] acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.
O Pontífice iniciou a homilia citando Jesus e seu testemunho sobre uma novidade para aquele tempo. “Encontrar os pecadores tornava a pessoa impura, assim como tocar um leproso. Por isso, os doutores da lei se distanciavam”, comentou. Francisco observou que nunca na história, o testemunho foi algo confortável para as testemunhas, que muitas vezes pagam com o martírio, para os poderosos.
“Testemunhar é romper um costume, uma maneira de ser. Romper para melhorar, para mudar. Por isso, a Igreja vai adiante para testemunhar. O que atrai é o testemunho, não as palavras, que certamente ajudam, mas o testemunho é o que atrai e faz a Igreja crescer. Jesus testemunha. É algo novo, mas não muito novo, porque a misericórdia de Deus existe desde o Antigo Testamento. Os doutores da lei nunca entenderam isso: ‘Eu quero misericórdia e não sacrifícios’. Eles liam, mas não entendiam o significado da misericórdia. Jesus com sua maneira de agir, proclama essa misericórdia com o testemunho”, sublinhou o Santo Padre.
O testemunho de Jesus provocou murmuração, apontou o Pontífice, que destacou a negativa postura dos fariseus, escribas, e doutores da lei, que criticavam Jesus por acolher os pecadores e fazer refeição com eles, ao invés de o verem como um homem bom, por buscar converter os pecadores. “Um comportamento que consiste em fazer sempre um comentário negativo para destruir o testemunho”, afirmou.
Segundo o Pontífice, o pecado da murmuração é cotidiano, tanto no pequeno quanto no grande, e surge quando as pessoas não gostam disso e daquilo, e, ao invés de dialogar, tentam resolver uma situação conflituosa, murmurando escondido, sempre em voz baixa, por falta de coragem para falar claramente.
 “Assim, acontece também nas pequenas sociedades, nas paróquias. Quanto se murmura nas paróquias? Por muitas coisas”, disse o Papa, evidenciando que o “não gostar” de algo ou alguém, desencadeia a falação. “Isso é feio. Quando um governo não é honesto, procura sujar os adversários com a murmuração. Que seja difamação, calúnia, procura sempre. Vocês conhecem bem os governos ditadores, pois viveram isso. O que faz um governo ditador? Primeiro, toma os meios de comunicação com uma lei e dali começa a murmurar, a menosprezar todos aqueles que são um perigo para o governo. O murmúrio é o nosso pão cotidiano no âmbito pessoal, familiar, paroquial, diocesano, social”.
De acordo com o Pontífice Jesus, ao invés de condenar pela murmuração, faz uma pergunta: “Usa o mesmo método que eles usam, ou seja, o de fazer perguntas. Eles fazem perguntas para colocar Jesus em dificuldade, com má intenção, para fazê-lo cair: por exemplo, com uma pergunta sobre os impostos a serem pagos ao império ou sobre repudiar a própria esposa. Jesus usa o mesmo método, mas depois vemos a diferença. Jesus lhes diz: Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la?”.
O Santo Padre recordou que, ao invés de entenderem, os fariseus fizeram cálculos e afirmara: “Eu tenho 99, uma se perdeu, está chegando o pôr do sol. Começa a escurecer: ‘Deixemos pra lá aquela perdida e entre perdas e ganhos teremos lucro. Salvemos estas'”. O Papa apontou a resposta como uma lógica farisaica, de escolha contrária a de Jesus. .
“Eles escolhem o contrário de Jesus. Por isso, não conversam com os pecadores, com os publicanos, não vão até eles porque: ‘É melhor não se sujar com essa gente, é um risco. Conservemos os nossos’. Jesus é inteligente em lhes faz essa pergunta: entra na sua casuística, mas os deixa numa posição diferente em relação àquela justa. ‘Qual de vocês? Ninguém diz: ‘Sim, é verdade’, mas todos: ‘Não, não o farei’. Por isso, são incapazes de perdoar, de serem misericordiosos, de receber”, explicou Francisco.
Por fim, o Papa recordou mais uma vez as três palavras de sua reflexão: “testemunho”, que provoca e faz a Igreja crescer, “murmuração”, que é como uma guarda interior para que o testemunho não penetre, e “a pergunta” de Jesus. O Papa também recordou as palavras alegria e festa: “Todos aqueles que seguem o caminho dos doutores da lei não conhecem a alegria do Evangelho”, sublinhou o Pontífice, que concluiu com a seguinte frase: “Que o Senhor nos faça entender essa lógica do Evangelho contrária à lógica do mundo”.

Audiência Geral, com suas catequeses sobre o Decálogo


Vaticano, 07 Nov. 18
O Papa Francisco continuou nesta quarta-feira, 7 de novembro, na Audiência Geral, com suas catequeses sobre o Decálogo e, nesta ocasião, refletiu sobre o Sétimo Mandamento: “Não roubar”. Explicou que “não roubar” implica também que “a posse é uma responsabilidade” e, por isso, não se pode privar as pessoas dos recursos da terra necessários para sua sobrevivência.

Nesse sentido, afirmou que “se sobre a terra há fome, não é por falta de comida”. “O que falta é uma ação empresarial livre e de longo alcance, que assegura uma adequada produção, e uma estratégia solidária, que garanta uma distribuição equitativa”.
O Pontífice destacou como ao longo da história humana nunca se houve uma cultura ou uma civilização na qual “o roubo ou a prevaricação de bens fosse algo lícito”. De fato, “a sensibilidade humana é muito suscetível à defesa das posses”.
Entretanto, o Papa quis ir além do problema concreto do roubo e do respeito pela propriedade ao qual, em um primeiro pensamento, pode parecer que se limita este Mandamento. Por isso, incentivou a “focar o tema da propriedade de bens à luz da sabedoria cristã”.
“A Doutrina Social da Igreja fala de destinação universal dos bens. O que significa isso?”, começou Francisco. O Papa recordou as palavras do Catecismo, no qual se diz que “os bens da criação são destinados a todo o gênero humano”.
Também citou essas outras palavras do Catecismo: “O destino universal dos bens continua a ser primordial, embora a promoção do bem comum exija o respeito pela propriedade privada, do direito a ela e do respectivo exercício”.
“A Providência, porém, não dispôs um mundo ‘em série’, mas há diferenças, condições diversas, assim se pode viver provendo-se uns aos outros. O mundo é rico de recursos para assegurar a todos os bens primários”, recordou.
Apesar disso, “muitos vivem numa escandalosa indigência e os recursos, usados sem critério, vão se deteriorando”. O Santo Padre recordou: “Mas o mundo é um só. A humanidade é uma só!”.
“A riqueza do mundo hoje está nas mãos da minoria, de poucos, e a pobreza, aliás, a miséria, é o sofrimento de muitos, da maioria”.
Francisco voltou a recorrer ao Catecismo: “Quem usa desses bens, não deve considerar as coisas exteriores, que legitimamente possui, só como próprias, mas também como comuns, no sentido de que possam beneficiar, não só a si, mas também aos outro”.
“Nesta perspectiva surge o significado positivo e amplo do Mandamento ‘Não roubar’. A posse é uma responsabilidade e todo bem subtraído à lógica da Providência de Deus é traído em seu sentido mais profundo”. “Toda riqueza, para ser boa, deve ter uma dimensão social”, sublinhou.
O Papa concluiu: “Aquilo que possuo verdadeiramente é aquilo que sei doar. De fato, se não consigo doar algo é porque essa coisa me possui, tem poder sobre mim e sou escravo dela. Ninguém é patrão absoluto dos bens. É um administrador dos bens. A posse de bens é uma ocasião para multiplicá-los com criatividade e usá-los com generosidade e, assim, fazer crescer na caridade e na liberdade”.



19/10/2018
Pe. Valdir fala sobre a terceira parte do Sínodo dos Bispos sobre a juventude
Por Vatican News
Segundo pe. Valdir, depois de ver a realidade dos jovens, discernir à luz da Palavra de Deus, da Doutrina da Igreja e tantos valores, agora é saber “aonde a Igreja quer ir no sentido de chegar sempre mais perto do jovem”.

O Sínodo dos Bispos para os Jovens está chegando na reta final.
O Superior Geral dos Padres e Irmãos Paulinos, Pe. Valdir José de Castro, fala sobre a terceira parte do Sínodo, relativa à III Parte do Instrumentum laboris a propósito do “Escolher: caminhos de conversão pastoral e missionária”.
Essa parte é decisiva, pois agora o “Sínodo precisa escolher as linhas ações”. Segundo pe. Valdir, depois de ver a realidade dos jovens, discernir à luz da Palavra de Deus, da Doutrina da Igreja e tantos valores, agora é saber “aonde a Igreja quer ir no sentido de chegar sempre mais perto do jovem”.
Segundo pe. Valdir ficou claro no Sínodo que se deseja uma “Igreja não somente para os jovens, mas com os jovens. Não pensar somente no que fazer para os jovens na Pastoral Juvenil, mas também como envolvê-los nos vários trabalhos da Igreja. O jovem não pode ser visto apenas como um destinatário da missão. Ele tem de ser integrado na missão e trazer a sua juventude para dentro das várias pastorais da Igreja”.

sábado, 6 de outubro de 2018



Outubro, mês Missionário.


Estamos no mês das missões, é um tempo favorável para refletirmos sobre os discípulos missionários que pela força do Espírito Santo que: “é o protagonista de toda a missão eclesial, lembramo-nos dos missionários que marcaram a vida da Igreja e se doaram totalmente por ela, alguns chegando a sofrer o martírio por amor a Cristo”. É também uma boa ocasião para avaliar como tenho vivido minha vida de cristão batizado e de consagrados e consagradas. Quais as sementes que lancei? Neste tempo somos convidados a pensarmos a respeito do nosso batismo que nos legitima e nos faz verdadeiros arautos da Alegria do Evangelho de Jesus Cristo, uma Igreja em saída.
Qual a nossa atitude de missionários e missionários? A primeira atitude do missionário deve ser a mansidão. O anúncio da Boa Nova é um anúncio de paz. O sermão da montanha nos diz em Mateus 5. Bem aventurados os mansos, os misericordiosos e os que promovem a paz.
A violência e a agressividade afastam os corações. Não é a toa que Santa Terezinha foi declarada padroeira das missões, ela que jamais transpôs as grades de seu convento e, partindo deste mundo aos vinte quatro anos, podia prometer que dos céus enviaria uma chuva de rosas sobre a terra.
Quanta paciência e compreensão mostraram os santos missionários de todos os tempos na inculturação da fé em corações duros e arraigados numa cultura pagã totalmente diversa dos caminhos cristãos. Davam tempo ao tempo, como o semeador aguarda com paciência o tempo da colheita.
O cristão que tem, pelo batismo, a vocação missionária, a missão de anunciar a Boa Nova, tem de ter, ele próprio, um coração semelhante ao de Cristo, manso e humilde, como pedimos na jaculatória, “fazei nosso coração semelhante ao vosso”. Isso serve para nós consagrados e consagradas, nós que estamos no meio do povo, levando a mensagem de Jesus, fazendo com que Cristo seja mais conhecido; nos portamos com o nosso testemunho.
O Papa Francisco tem nos orientado constantemente, que a Igreja e a fé não crescem por: “proselitismo, mas por atração” (Alegria 14), isso significa dizer que não é pela força das palavras, mas por força do testemunho e uma busca constante de ser o primeiro a reconhecer que precisa de conversão, para ser de fato “igreja” em saída. Neste mês missionário possamos renovar as promessas batismais, e cumprirmos o que Jesus nos ordenou: “Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15); como dizia São Francisco de Assis: “se for preciso usemos palavras”, mas que nossa vida esteja coerente com aquilo que estamos a falar. Assim como Maria que se colocou decididamente a serviço de Jesus e dos outros. Com seu exemplo, ela mostrou um modo luminosos de aderir á vontade de Deus. Assim seja.
Por: Regina Melo Insa









segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Curso sobre o Carisma Paulino – Casa de oração das Irmãs Paulinas


Em clima de oração e unidade, os membros da Família Paulina do Brasil se reúnem para aprofundar o Carisma Paulino, herança do Bem-aventurado Pe. Tiago Alberione.
Iniciou-se, na noite do dia 19 de Julho de 2018 na Cidade Regina, São Paulo o Curso sobre o Carisma Paulino da Família Paulina foi dez dias de intenso estudo e reflexão. Um momento forte e histórico para a Família Paulina do Brasil.

Inicialmente, sentimo-nos infinitamente chamadas, amadas e acolhidas por Deus. Por sua bondade preparou com especial carinho este momento de estudo e aprofundamento a respeito do Carisma Paulino, cujo chamado vem confirmar nossa pertença a esta Família Religiosa.
Participar deste curso, na verdade foi uma graça, e ao mesmo tempo um investimento para o nosso Instituto. Conhecer mais profundamente este carisma, para amar e vive-la com mais criatividade e dinâmica esta proposta de sermos Igreja em meio ao mundo, numa sociedade corrupta, consumista, inconstante, desumana. Acreditando neste conhecimento, a possibilidade e servi-lo a exemplo do Mestre Divino, que é caminho, verdade e vida.

Carisma é dom de Deus é graça extraordinária do Espirito Santo, que desperta na pessoa o desejo de fazer o bem, transformar realidades tendo em vista o projeto de Deus.  Foi isso que o nosso Fundador Pe. Tiago Alberione pensou. Pensou em algo para a humanidade.

Respondendo plenamente aos apelos de Deus de forma fecunda para a Igreja e pelo mundo; fundou uma grande Família de Homens e Mulheres, comprometidos e comprometidas com o reino de Deus, utilizando-se dos meios mais modernos. Tendo como objetivo ajudar a todos os povos, abrir as mente e coração para responder os anseios e desafios da missão Paulina: levar ao mundo Jesus Mestre, fortalecidos na analogia das quatro rodas do carro Paulino: ‘Santidade, estudo, apostolado e pobreza sob a luz do Espirito Santo.

Que Nossa Senhora da Anunciação, conduza cada vez mais jovens para essa missão.

Por: Maria Margarida Gonçalves Insa



Instituto Nossa Senhora da Anunciação
Vocação dom de Deus
Em todo Brasil se celebra em agosto o mês vocacional. Cada domingo se celebra uma vocação. Sacerdotal, matrimônio, à vida religiosa vida Consagrada e vocação do Catequista. Durante o mês vocacional todo povo de Deus é convidado a rezar pelas vocações, sobre tudo refletir e despertar nos jovens o desejo de ser vocacionado do Senhor.
A palavra “vocação” significa “chamado”, o que denota uma ação de alguém que chama e alguém que é chamado. Toda vocação sempre é iniciativa de Deus. “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi” (Jo 15,16). O Senhor não só recruta como também capacita seu escolhido. “Não deverás temê-los, porque estarei contigo para livrar-te; Eis que coloco minhas palavras nos teus lábios” (Jr 1,8-9).
O vocacionado é, então, alguém escolhido por Deus, que porta um carisma, uma graça particular; é um agente do sobrenatural, aquele que traz em si algo específico para uma localidade e um tempo. Mas todos esses dons e a eficácia sobrenatural estarão submetidos à humanidade dessa pessoa, ou seja, aos seus traços e habilidades naturais e psicológicos. (cf. Rm 1,20). O dom sobrenatural supera a humanidade, mas o jeito, o temperamento, as habilidades naturais, o conhecimento e a inteligência da pessoa são as bases de suporte para sua missão.
Ser chamado por Deus é a maior felicidade que se pode oferecer a uma criatura neste mundo. Ser chamado por Deus revela ao ser humano o sentido de sua existência. Deus chama: inúmeros são os cristãos que procuram seu lugar, sua vocação. Inúmeros são aqueles que tendo, recebido o dom da fé, desejam fazer algo de sua vida, com Jesus e para ele.
Seguir Jesus é uma aventura apaixonante. Quando ele nos encontra no caminho, provoca uma reviravolta em nossa existência. Seu olhar amoroso nos cativa e seduz. Seu jeito de ser e agir nos faz sair da apatia e nos impulsiona a ações concretas. Sua firmeza, ternura e paixão pela vida e por Deus tocam o nosso coração e nos fascinam.
O chamado é uma iniciativa de Deus, nas suas palavras e ações e na historia pessoal que identificamos o carisma, o chamado e tudo o que comportará a missão. O convite de Jesus: ‘Vinde e ver’ (Jo 1,39) permanece ainda, é tarefa nossa de consagrados e consagradas propor corajosamente, pela palavra e pelo exemplo, o ideal de seguimento de Jesus Cristo. É necessário ter confiança no Cristo Jesus que continua chamando para o seguir, e abandonar-se ao Espírito Santo, autor e inspirador dos carismas da vida consagrada devemos elevar insistentemente suplicas ao Senhor da messe para que mande operários para a sua Igreja.
Por Regina Melo








segunda-feira, 21 de maio de 2018


Votos Perpétuos da Anunciatina Renata
Na Matriz Santa Isabel em Osasco 19/05/2018

Vigília de Pentecostes



O sim definitivo é o momento mais forte na vida de uma consagrada, o Instituto Nossa Senhora da Anunciação teve a alegria de celebrar na Vigília de Pentecostes a consagração Perpétua da Anunciatina Renata.

Embora vivendo numa época de rápidas transformações, ainda se vê o valor dos Votos Perpétuos na Vida Religiosa Consagrada. Mas, de quais Votos estou falando? Em que consiste serem perpétuos? Tratam-se dos Votos de Celibato Consagrado, Obediência, Pobreza e Castidade.

As Anunciatinas têm a graça e a alegria de confirmar a vocação consagrada a partir de suas experiências: no contato direto com o povo, principalmente com os mais pobres, no ambiente em que vive e na sociedade, trabalhos pastorais e na Igreja. Os Votos Perpétuos significa, o percurso de um caminho formativo que passa pelo auto-conhecimento e pela auto-aceitação, pela busca de realizar a vontade daquele que o chama a renunciar a si mesma, pegar o Evangelho e partilhar a alegria de viver a intimidade com Deus no serviço aos irmãos.
É um tempo de muitas graças e bênçãos para nosso Instituto e para a Igreja. Fazer os Votos é proclamar as maravilhas que o Senhor opera na vida daqueles que abraçam o dom do Chamado em sua vida.

Parabéns Renata, seja uma verdadeira anunciadora do Evangelho em meio ao mundo. Que Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida te abençoem sempre.

Por: Regina Melo Insa




terça-feira, 17 de abril de 2018

O Batismo é o “fundamento de toda a vida cristã”


CATEQUESE DO PAPA FRANCISCO
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 11 de abril de 2018
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal (Canção Nova) 

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Os cinquenta dias do tempo litúrgico pascal são propícios para refletir sobre a vida cristã que, por sua natureza, é a vida que provém do próprio Cristo. Somos, de fato, cristãos na medida em que deixamos Jesus Cristo viver em nós. De onde partir então para reavivar esta consciência se não do princípio, do Sacramento que acendeu em nós a vida cristã? Este é o Batismo. A Páscoa de Cristo, com a sua força de novidade, nos alcança através do Batismo para nos transformar à sua imagem: os batizados são de Jesus Cristo, é Ele o Senhor da sua existência. O Batismo é o “fundamento de toda a vida cristã” (Catecismo da Igreja Católica, 1213). É o primeiro dos Sacramentos, enquanto é a porta que permite a Cristo Senhor tomar morada na nossa pessoa e a nós imergir no seu Mistério. 
O verbo grego “batizar” significa “imergir” (cfr CCC, 1214). O banho com a água é um rito comum a vários credos para exprimir a passagem de uma condição a outra, sinal de purificação para um novo início. Mas para nós cristãos não deve passar despercebido que se é o corpo a ser imerso na água, é a alma a ser imersa em Cristo para receber o perdão do pecado e resplandecer de luz divina (cfr Tertulliano, sobre ressurreição dos mortos, VIII, 3: CCL 2, 931; PL 2, 806). Em virtude do Espírito Santo, o Batismo nos imerge na morte e ressurreição do Senhor, afogando na fonte batismal o homem velho, dominado pelo pecado que separa de Deus, e fazendo nascer o homem novo, recriado em Jesus. Nele, todos os filhos de Adão são chamados à vida nova. O Batismo, isso é, é um renascimento. Estou certo, certíssimo, de que todos nós recordamos a data do nosso nascimento: certo. Mas me pergunto eu, um pouco duvidoso, e pergunto a vocês: cada um de vocês recorda qual foi a data do seu batismo? Alguns dizem sim – está bem. Mas é um sim um pouco fraco, porque talvez tantos não se lembram disso. Mas se nós festejamos o dia do nascimento, como não festejar – ao menos recordar – o dia do renascimento? Eu darei uma tarefa de casa para vocês, uma tarefa para fazer hoje em casa. Aqueles de vocês que não se recordam da data do batismo, perguntem à mãe, aos tios, aos netos, perguntem: “Você sabe qual é a data do batismo?”, e não a esqueçam nunca. E agradecer ao Senhor por esse dia, porque é justamente o dia em que Jesus entrou em mim, o Espírito Santo entrou em mim. Entenderam bem a tarefa de casa? Todos devemos saber a data do nosso batismo. É um outro aniversário: o aniversário do renascimento. Não se esqueçam de fazer isso, por favor. 
Recordemos as últimas palavras do Ressuscitado aos apóstolos; são um mandato preciso: “Ide e fazei discípulos todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28, 19). Através do lavacro batismal, quem crê em Cristo é imerso na vida própria da Trindade. 
Não é uma água qualquer aquela do Batismo, mas a água sobre a qual é invocado o Espírito que “dá a vida” (Credo). Pensemos no que Jesus disse a Nicodemos para explicar-lhe o nascimento à vida divina: “Se alguém não nasce da água e Espírito, não pode entrar no Reino de Deus. Aquele que nasceu da carne é carne, e aquele que nasceu do Espírito é espírito” (Jo 3, 5-6). Por isso o Batismo é chamado também “regeneração”: acreditamos que Deus nos salvou “pela sua misericórdia, com uma água que regenera e renova no Espírito” (Tit 3, 5). 
O Batismo é, por isso, sinal eficaz de renascimento, para caminhar em novidade de vida. São Paulo recorda isso aos cristãos de Roma: “Não sabeis que quantos fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte? Por meio do batismo, portanto, fomos sepultados junto a ele na morte a fim de que, como Cristo foi ressuscitado dos mortos por meio da glória do Pai, assim também nós podemos caminhar em uma vida nova” (Rm 6, 3-4). 
Imergindo-nos em Cristo, o Batismo nos torna também membros do seu Corpo, que é a Igreja, e partícipes da sua missão no mundo (cfr CCC 1213). Nós batizados não somos isolados: somos membros do Corpo de Cristo. A vitalidade que surge da fonte batismal é ilustrada por estas palavras de Jesus: “Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto” (cfr Jo 15, 5). Uma mesma vida, aquela do Espírito Santo, passa de Cristo aos batizados, unindo-os em um só Corpo (cfr 1 Cor 12, 13), crismado pela santa unção e alimentado pela mesa eucarística. 
O Batismo permite a Cristo viver em nós e a nós viver unidos a Ele, para colaborar na Igreja, cada um segundo a própria condição, para a transformação do mundo. Recebido de uma só vez, o lavacro batismal ilumina toda a nossa vida, guiando os nossos passos até a Jerusalém do Céu. Há um antes e um depois do Batismo. O Sacramento supõe um caminho de fé, que chamamos catecumenato, evidente quando é um adulto a pedir o Batismo. Mas também as crianças, desde a antiguidade, são batizadas na fé dos pais (cfr Rito do Batismo das crianças, Introdução, 2). E sobre isso eu gostaria de dizer-vos uma coisa. Alguns pensam: mas por que batizar uma criança que não entende? Esperamos que cresça que entenda e seja ela mesma a pedir o Batismo. Mas isso significa não ter confiança no Espírito Santo, porque quando nós batizamos uma criança, naquela criança entra o Espírito Santo e o Espírito Santo faz crescer naquela criança, desde criança, as virtudes cristãs que depois florescerão. Sempre se deve dar esta oportunidade a todos, a todas as crianças, de ter dentro de si o Espírito Santo, que os guia durante a vida. Não esquecer de batizar as crianças! Ninguém merece o Batismo, que é sempre dom gratuito para todos, adultos e recém-nascidos. Mas como acontece com uma semente cheia de vida, este dom se enraíza e dá frutos em um terreno alimentado pela fé. As promessas batismais que todos os anos renovamos na Vigília Pascal devem ser reavivadas todos os dias a fim de que o Batismo “cristifique”: não devemos ter medo desta palavra; o Batismo nos “cristifica”, quem recebeu o Batismo é “cristificado”, se assemelha a Cristo, se transforma em Cristo e o torna realmente um outro Cristo. 


terça-feira, 10 de abril de 2018

Anunciação do Senhor


Hoje em toda a Igreja celebramos a Solenidade da Anunciação do Senhor.

É festa para o Instituto Nossa Senhora da Anunciação “Anunciatinas”

As “Anunciatinas” são Moças que consagrdas a Deus com a profissão dos conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência. Vivem a cumprem a missão no ambiente familiar, trabalho e estudo.
Procuram moldar a vida no exemplo de Maria de Nazaré, a Virgem da Anunciação, na simplicidade da vida quotidiana, Maria acolheu Jesus para doá-lo ao mundo.

A exemplo de Maria, as Anunciatinas colocam a própria vida ao serviço do Evangelho. Sua missão consiste em “representar Maria hoje diante de todos” (Bem-aventurado Tiago Alberione).

“Vossa paróquia é o mundo… Formar um coração grande, coração Paulino que abrange todas as nações e cada uma das pessoas”.
a festa da Anunciação do Anjo Gabriel à Virgem Maria é comemorada desde o  século V, no Oriente e a partir do Século VI, no Ocidente, nove meses antes do Natal. Por este acontecimento, que fez de Maria o primeiro sacrário da Eucaristia, Ela recebeu dos cristãos o título de Nossa Senhora da Anunciação.
Para que a encarnação do Filho de Deus viesse a acontecer, o Pai escolhe uma mulher para tal missão: Maria. Por causa dos méritos de Cristo, Maria é contemplada com A festa da Anunciação.
todas as prerrogativas e graças especiais para o cumprimento da sua missão: gerar e educar o Filho de Deus, quanto a sua humanidade, para que na Sua divindade e humanidade, sendo uma única Pessoa, pudesse nos salvar.
Para tal missão, mesmo Maria sendo cumulada de todas as graças para o cumprimento da sua missão, Deus e a humanidade inteira dependem do “sim” dela; na anunciação, o Anjo Gabriel anuncia-lhe sobre a missão que Deus confia a ela; Maria, com toda a docilidade, dá o seu “sim” para que o Filho de Deus venha. “Eis aqui a escrava do Senhor; faça-se em mim a tua vontade”, diz ela.
É importante percebermos que toda a Trindade concorre para a Encarnação do Filho: O Pai envia; o Filho assume a missão em obediência ao Pai; o Espírito Santo gera o Filho no seio de Maria. Toda esta maravilha é fruto do amor de Deus e da obediência de uma mulher: Maria, nossa Mãe. Nesta solenidade, somos convidados a um profundo reconhecimento da misericórdia de Deus por nós, assumindo nossa humanidade para nossa salvação, fruto da iniciativa do Pai e louvarmos e agradecermos a Nossa Senhora pelo seu “sim”. A maneira maravilhosa de agradecermos ao Todo-poderoso por tamanho amor é respondermos com amor ao chamado d’Ele em nossa vida. Que possamos responder ao Senhor, como Maria: “Eis aqui o (a) servo (a) do Senhor… Faça-se em mim segundo a tua palavra”.