Festa dos santos e Santas de Deus!
Celebramos a
festa de todos os santos. Muitas vezes quando falamos em santos imaginamos os
canonizados pela Igreja aqueles que veneramos e temos como exemplo de vida
evangélica, mas quando a Sagrada Escritura fala dos santos está se referindo a
todos aqueles que fazem parte do “projeto” de Jesus e estão a caminho do Reino
eterno.
Em Cristo somos
chamados filhos de Deus. Recebemos esta nova condição em Jesus e n’Ele somos
filhos adotivos, pois a primeira filiação nós perdemos e nos tornamos os mais
miseráveis das criaturas pelo pecado que assumimos, mas com o resgate trazido
por Jesus somos filhos adotivos, assim recebemos a nossa condição antiga, mas
somente em Cristo.
Comunhão dos
Santos e Santas de Deus ocupa um lugar muito importante na liturgia da Igreja.
Desde o século V que se faz a memória dos santos na oração Eucarística e ao
longo do ano em todas as comunidades se fazem a festa aos patronos ou se
celebra a memória de santos.
O que significa
esta solenidade de todos os santos?
A Igreja quer nos recordar que a santidade não
algo extraordinário, um ideal inatingível ou uma realidade reservada para
alguns poucos privilegiados, deve ser o ordinário de cada homem e cada mulher,
a primeira e fundamental vocação de todo ser humano. Ninguém é excluído deste
chamado que o Pai nos faz desde criação e especialmente em seu Filho, Jesus
Cristo. Todos os homens e mulheres, de todas as classes, condição social ou
eclesial são chamados à santidade.
Por
isso, é necessário compreender corretamente a santidade. As leituras deste
domingo nos dizem que a santidade é acolher a salvação que o Pai nos oferece em
seu Filho Jesus Cristo. É, portanto, em primeiro lugar, obra da graça em nós; é
deixar-se purificar pelo “sangue do Cordeiro”, é acolher a filiação divina, o
“grande presente de amor do Pai”. A santidade e viver as bem-aventuranças dos
pobres em espírito, dos mansos, dos aflitos e dos que tem fome e sede de
justiça, dos misericordiosos, dos puros de coração, dos que promovem a paz, dos
que são injuriados, perseguidos e caluniados por fidelidade a Cristo.
Quem
são os santos?
Os
santos são aqueles homens e mulheres que foram capazes de viver as
bem-aventuranças, mas são também aqueles que passaram pela noite escura, que
tiveram dúvidas, medo, angustia que pecaram que tentaram fugir, mas nessa mesma
fuga foram resgatados por Deus.
O que
é a santidade?
Deus nos ama profundamente e quer que nos amemos uns
aos outros com amor tolerante, sincero e fraternal. É esse amor que Jesus
ressalta em cada uma das bem-aventuranças. Elas afirmam que, quem vive o amor
já é santo. Fomos feitos para a santidade, portanto, só há uma alternativa; ser
santo ou nada!
A santidade nos espera. A santificação deve ser o nosso ideal. Ser
santo é ser pobre em espírito, é confiar plenamente em Deus. É apoiar-se na
graça de Deus e compartilhar do sofrimento dos irmãos. É chorar com os que
choram, é partilhar o que temos é aliviar a dor dos menos favorecidos.
É preciso, no entanto, persistência e muita coragem.
Felizes seremos se estivermos vivendo conforme o que o Senhor nos aponta
certamente que seria impossível vivê-las sem a força do Espírito Santo, mas com
Ele tudo é possível. “Tudo posso naquele que me fortalece”. (Fil 4, 13).
Sejamos santos e
santas de Deus.
Por: Regina Gonçalves Insa.
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