sábado, 6 de outubro de 2018



Outubro, mês Missionário.


Estamos no mês das missões, é um tempo favorável para refletirmos sobre os discípulos missionários que pela força do Espírito Santo que: “é o protagonista de toda a missão eclesial, lembramo-nos dos missionários que marcaram a vida da Igreja e se doaram totalmente por ela, alguns chegando a sofrer o martírio por amor a Cristo”. É também uma boa ocasião para avaliar como tenho vivido minha vida de cristão batizado e de consagrados e consagradas. Quais as sementes que lancei? Neste tempo somos convidados a pensarmos a respeito do nosso batismo que nos legitima e nos faz verdadeiros arautos da Alegria do Evangelho de Jesus Cristo, uma Igreja em saída.
Qual a nossa atitude de missionários e missionários? A primeira atitude do missionário deve ser a mansidão. O anúncio da Boa Nova é um anúncio de paz. O sermão da montanha nos diz em Mateus 5. Bem aventurados os mansos, os misericordiosos e os que promovem a paz.
A violência e a agressividade afastam os corações. Não é a toa que Santa Terezinha foi declarada padroeira das missões, ela que jamais transpôs as grades de seu convento e, partindo deste mundo aos vinte quatro anos, podia prometer que dos céus enviaria uma chuva de rosas sobre a terra.
Quanta paciência e compreensão mostraram os santos missionários de todos os tempos na inculturação da fé em corações duros e arraigados numa cultura pagã totalmente diversa dos caminhos cristãos. Davam tempo ao tempo, como o semeador aguarda com paciência o tempo da colheita.
O cristão que tem, pelo batismo, a vocação missionária, a missão de anunciar a Boa Nova, tem de ter, ele próprio, um coração semelhante ao de Cristo, manso e humilde, como pedimos na jaculatória, “fazei nosso coração semelhante ao vosso”. Isso serve para nós consagrados e consagradas, nós que estamos no meio do povo, levando a mensagem de Jesus, fazendo com que Cristo seja mais conhecido; nos portamos com o nosso testemunho.
O Papa Francisco tem nos orientado constantemente, que a Igreja e a fé não crescem por: “proselitismo, mas por atração” (Alegria 14), isso significa dizer que não é pela força das palavras, mas por força do testemunho e uma busca constante de ser o primeiro a reconhecer que precisa de conversão, para ser de fato “igreja” em saída. Neste mês missionário possamos renovar as promessas batismais, e cumprirmos o que Jesus nos ordenou: “Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15); como dizia São Francisco de Assis: “se for preciso usemos palavras”, mas que nossa vida esteja coerente com aquilo que estamos a falar. Assim como Maria que se colocou decididamente a serviço de Jesus e dos outros. Com seu exemplo, ela mostrou um modo luminosos de aderir á vontade de Deus. Assim seja.
Por: Regina Melo Insa









segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Curso sobre o Carisma Paulino – Casa de oração das Irmãs Paulinas


Em clima de oração e unidade, os membros da Família Paulina do Brasil se reúnem para aprofundar o Carisma Paulino, herança do Bem-aventurado Pe. Tiago Alberione.
Iniciou-se, na noite do dia 19 de Julho de 2018 na Cidade Regina, São Paulo o Curso sobre o Carisma Paulino da Família Paulina foi dez dias de intenso estudo e reflexão. Um momento forte e histórico para a Família Paulina do Brasil.

Inicialmente, sentimo-nos infinitamente chamadas, amadas e acolhidas por Deus. Por sua bondade preparou com especial carinho este momento de estudo e aprofundamento a respeito do Carisma Paulino, cujo chamado vem confirmar nossa pertença a esta Família Religiosa.
Participar deste curso, na verdade foi uma graça, e ao mesmo tempo um investimento para o nosso Instituto. Conhecer mais profundamente este carisma, para amar e vive-la com mais criatividade e dinâmica esta proposta de sermos Igreja em meio ao mundo, numa sociedade corrupta, consumista, inconstante, desumana. Acreditando neste conhecimento, a possibilidade e servi-lo a exemplo do Mestre Divino, que é caminho, verdade e vida.

Carisma é dom de Deus é graça extraordinária do Espirito Santo, que desperta na pessoa o desejo de fazer o bem, transformar realidades tendo em vista o projeto de Deus.  Foi isso que o nosso Fundador Pe. Tiago Alberione pensou. Pensou em algo para a humanidade.

Respondendo plenamente aos apelos de Deus de forma fecunda para a Igreja e pelo mundo; fundou uma grande Família de Homens e Mulheres, comprometidos e comprometidas com o reino de Deus, utilizando-se dos meios mais modernos. Tendo como objetivo ajudar a todos os povos, abrir as mente e coração para responder os anseios e desafios da missão Paulina: levar ao mundo Jesus Mestre, fortalecidos na analogia das quatro rodas do carro Paulino: ‘Santidade, estudo, apostolado e pobreza sob a luz do Espirito Santo.

Que Nossa Senhora da Anunciação, conduza cada vez mais jovens para essa missão.

Por: Maria Margarida Gonçalves Insa



Instituto Nossa Senhora da Anunciação
Vocação dom de Deus
Em todo Brasil se celebra em agosto o mês vocacional. Cada domingo se celebra uma vocação. Sacerdotal, matrimônio, à vida religiosa vida Consagrada e vocação do Catequista. Durante o mês vocacional todo povo de Deus é convidado a rezar pelas vocações, sobre tudo refletir e despertar nos jovens o desejo de ser vocacionado do Senhor.
A palavra “vocação” significa “chamado”, o que denota uma ação de alguém que chama e alguém que é chamado. Toda vocação sempre é iniciativa de Deus. “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi” (Jo 15,16). O Senhor não só recruta como também capacita seu escolhido. “Não deverás temê-los, porque estarei contigo para livrar-te; Eis que coloco minhas palavras nos teus lábios” (Jr 1,8-9).
O vocacionado é, então, alguém escolhido por Deus, que porta um carisma, uma graça particular; é um agente do sobrenatural, aquele que traz em si algo específico para uma localidade e um tempo. Mas todos esses dons e a eficácia sobrenatural estarão submetidos à humanidade dessa pessoa, ou seja, aos seus traços e habilidades naturais e psicológicos. (cf. Rm 1,20). O dom sobrenatural supera a humanidade, mas o jeito, o temperamento, as habilidades naturais, o conhecimento e a inteligência da pessoa são as bases de suporte para sua missão.
Ser chamado por Deus é a maior felicidade que se pode oferecer a uma criatura neste mundo. Ser chamado por Deus revela ao ser humano o sentido de sua existência. Deus chama: inúmeros são os cristãos que procuram seu lugar, sua vocação. Inúmeros são aqueles que tendo, recebido o dom da fé, desejam fazer algo de sua vida, com Jesus e para ele.
Seguir Jesus é uma aventura apaixonante. Quando ele nos encontra no caminho, provoca uma reviravolta em nossa existência. Seu olhar amoroso nos cativa e seduz. Seu jeito de ser e agir nos faz sair da apatia e nos impulsiona a ações concretas. Sua firmeza, ternura e paixão pela vida e por Deus tocam o nosso coração e nos fascinam.
O chamado é uma iniciativa de Deus, nas suas palavras e ações e na historia pessoal que identificamos o carisma, o chamado e tudo o que comportará a missão. O convite de Jesus: ‘Vinde e ver’ (Jo 1,39) permanece ainda, é tarefa nossa de consagrados e consagradas propor corajosamente, pela palavra e pelo exemplo, o ideal de seguimento de Jesus Cristo. É necessário ter confiança no Cristo Jesus que continua chamando para o seguir, e abandonar-se ao Espírito Santo, autor e inspirador dos carismas da vida consagrada devemos elevar insistentemente suplicas ao Senhor da messe para que mande operários para a sua Igreja.
Por Regina Melo








segunda-feira, 21 de maio de 2018


Votos Perpétuos da Anunciatina Renata
Na Matriz Santa Isabel em Osasco 19/05/2018

Vigília de Pentecostes



O sim definitivo é o momento mais forte na vida de uma consagrada, o Instituto Nossa Senhora da Anunciação teve a alegria de celebrar na Vigília de Pentecostes a consagração Perpétua da Anunciatina Renata.

Embora vivendo numa época de rápidas transformações, ainda se vê o valor dos Votos Perpétuos na Vida Religiosa Consagrada. Mas, de quais Votos estou falando? Em que consiste serem perpétuos? Tratam-se dos Votos de Celibato Consagrado, Obediência, Pobreza e Castidade.

As Anunciatinas têm a graça e a alegria de confirmar a vocação consagrada a partir de suas experiências: no contato direto com o povo, principalmente com os mais pobres, no ambiente em que vive e na sociedade, trabalhos pastorais e na Igreja. Os Votos Perpétuos significa, o percurso de um caminho formativo que passa pelo auto-conhecimento e pela auto-aceitação, pela busca de realizar a vontade daquele que o chama a renunciar a si mesma, pegar o Evangelho e partilhar a alegria de viver a intimidade com Deus no serviço aos irmãos.
É um tempo de muitas graças e bênçãos para nosso Instituto e para a Igreja. Fazer os Votos é proclamar as maravilhas que o Senhor opera na vida daqueles que abraçam o dom do Chamado em sua vida.

Parabéns Renata, seja uma verdadeira anunciadora do Evangelho em meio ao mundo. Que Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida te abençoem sempre.

Por: Regina Melo Insa




terça-feira, 17 de abril de 2018

O Batismo é o “fundamento de toda a vida cristã”


CATEQUESE DO PAPA FRANCISCO
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 11 de abril de 2018
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal (Canção Nova) 

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Os cinquenta dias do tempo litúrgico pascal são propícios para refletir sobre a vida cristã que, por sua natureza, é a vida que provém do próprio Cristo. Somos, de fato, cristãos na medida em que deixamos Jesus Cristo viver em nós. De onde partir então para reavivar esta consciência se não do princípio, do Sacramento que acendeu em nós a vida cristã? Este é o Batismo. A Páscoa de Cristo, com a sua força de novidade, nos alcança através do Batismo para nos transformar à sua imagem: os batizados são de Jesus Cristo, é Ele o Senhor da sua existência. O Batismo é o “fundamento de toda a vida cristã” (Catecismo da Igreja Católica, 1213). É o primeiro dos Sacramentos, enquanto é a porta que permite a Cristo Senhor tomar morada na nossa pessoa e a nós imergir no seu Mistério. 
O verbo grego “batizar” significa “imergir” (cfr CCC, 1214). O banho com a água é um rito comum a vários credos para exprimir a passagem de uma condição a outra, sinal de purificação para um novo início. Mas para nós cristãos não deve passar despercebido que se é o corpo a ser imerso na água, é a alma a ser imersa em Cristo para receber o perdão do pecado e resplandecer de luz divina (cfr Tertulliano, sobre ressurreição dos mortos, VIII, 3: CCL 2, 931; PL 2, 806). Em virtude do Espírito Santo, o Batismo nos imerge na morte e ressurreição do Senhor, afogando na fonte batismal o homem velho, dominado pelo pecado que separa de Deus, e fazendo nascer o homem novo, recriado em Jesus. Nele, todos os filhos de Adão são chamados à vida nova. O Batismo, isso é, é um renascimento. Estou certo, certíssimo, de que todos nós recordamos a data do nosso nascimento: certo. Mas me pergunto eu, um pouco duvidoso, e pergunto a vocês: cada um de vocês recorda qual foi a data do seu batismo? Alguns dizem sim – está bem. Mas é um sim um pouco fraco, porque talvez tantos não se lembram disso. Mas se nós festejamos o dia do nascimento, como não festejar – ao menos recordar – o dia do renascimento? Eu darei uma tarefa de casa para vocês, uma tarefa para fazer hoje em casa. Aqueles de vocês que não se recordam da data do batismo, perguntem à mãe, aos tios, aos netos, perguntem: “Você sabe qual é a data do batismo?”, e não a esqueçam nunca. E agradecer ao Senhor por esse dia, porque é justamente o dia em que Jesus entrou em mim, o Espírito Santo entrou em mim. Entenderam bem a tarefa de casa? Todos devemos saber a data do nosso batismo. É um outro aniversário: o aniversário do renascimento. Não se esqueçam de fazer isso, por favor. 
Recordemos as últimas palavras do Ressuscitado aos apóstolos; são um mandato preciso: “Ide e fazei discípulos todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28, 19). Através do lavacro batismal, quem crê em Cristo é imerso na vida própria da Trindade. 
Não é uma água qualquer aquela do Batismo, mas a água sobre a qual é invocado o Espírito que “dá a vida” (Credo). Pensemos no que Jesus disse a Nicodemos para explicar-lhe o nascimento à vida divina: “Se alguém não nasce da água e Espírito, não pode entrar no Reino de Deus. Aquele que nasceu da carne é carne, e aquele que nasceu do Espírito é espírito” (Jo 3, 5-6). Por isso o Batismo é chamado também “regeneração”: acreditamos que Deus nos salvou “pela sua misericórdia, com uma água que regenera e renova no Espírito” (Tit 3, 5). 
O Batismo é, por isso, sinal eficaz de renascimento, para caminhar em novidade de vida. São Paulo recorda isso aos cristãos de Roma: “Não sabeis que quantos fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte? Por meio do batismo, portanto, fomos sepultados junto a ele na morte a fim de que, como Cristo foi ressuscitado dos mortos por meio da glória do Pai, assim também nós podemos caminhar em uma vida nova” (Rm 6, 3-4). 
Imergindo-nos em Cristo, o Batismo nos torna também membros do seu Corpo, que é a Igreja, e partícipes da sua missão no mundo (cfr CCC 1213). Nós batizados não somos isolados: somos membros do Corpo de Cristo. A vitalidade que surge da fonte batismal é ilustrada por estas palavras de Jesus: “Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto” (cfr Jo 15, 5). Uma mesma vida, aquela do Espírito Santo, passa de Cristo aos batizados, unindo-os em um só Corpo (cfr 1 Cor 12, 13), crismado pela santa unção e alimentado pela mesa eucarística. 
O Batismo permite a Cristo viver em nós e a nós viver unidos a Ele, para colaborar na Igreja, cada um segundo a própria condição, para a transformação do mundo. Recebido de uma só vez, o lavacro batismal ilumina toda a nossa vida, guiando os nossos passos até a Jerusalém do Céu. Há um antes e um depois do Batismo. O Sacramento supõe um caminho de fé, que chamamos catecumenato, evidente quando é um adulto a pedir o Batismo. Mas também as crianças, desde a antiguidade, são batizadas na fé dos pais (cfr Rito do Batismo das crianças, Introdução, 2). E sobre isso eu gostaria de dizer-vos uma coisa. Alguns pensam: mas por que batizar uma criança que não entende? Esperamos que cresça que entenda e seja ela mesma a pedir o Batismo. Mas isso significa não ter confiança no Espírito Santo, porque quando nós batizamos uma criança, naquela criança entra o Espírito Santo e o Espírito Santo faz crescer naquela criança, desde criança, as virtudes cristãs que depois florescerão. Sempre se deve dar esta oportunidade a todos, a todas as crianças, de ter dentro de si o Espírito Santo, que os guia durante a vida. Não esquecer de batizar as crianças! Ninguém merece o Batismo, que é sempre dom gratuito para todos, adultos e recém-nascidos. Mas como acontece com uma semente cheia de vida, este dom se enraíza e dá frutos em um terreno alimentado pela fé. As promessas batismais que todos os anos renovamos na Vigília Pascal devem ser reavivadas todos os dias a fim de que o Batismo “cristifique”: não devemos ter medo desta palavra; o Batismo nos “cristifica”, quem recebeu o Batismo é “cristificado”, se assemelha a Cristo, se transforma em Cristo e o torna realmente um outro Cristo. 


terça-feira, 10 de abril de 2018

Anunciação do Senhor


Hoje em toda a Igreja celebramos a Solenidade da Anunciação do Senhor.

É festa para o Instituto Nossa Senhora da Anunciação “Anunciatinas”

As “Anunciatinas” são Moças que consagrdas a Deus com a profissão dos conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência. Vivem a cumprem a missão no ambiente familiar, trabalho e estudo.
Procuram moldar a vida no exemplo de Maria de Nazaré, a Virgem da Anunciação, na simplicidade da vida quotidiana, Maria acolheu Jesus para doá-lo ao mundo.

A exemplo de Maria, as Anunciatinas colocam a própria vida ao serviço do Evangelho. Sua missão consiste em “representar Maria hoje diante de todos” (Bem-aventurado Tiago Alberione).

“Vossa paróquia é o mundo… Formar um coração grande, coração Paulino que abrange todas as nações e cada uma das pessoas”.
a festa da Anunciação do Anjo Gabriel à Virgem Maria é comemorada desde o  século V, no Oriente e a partir do Século VI, no Ocidente, nove meses antes do Natal. Por este acontecimento, que fez de Maria o primeiro sacrário da Eucaristia, Ela recebeu dos cristãos o título de Nossa Senhora da Anunciação.
Para que a encarnação do Filho de Deus viesse a acontecer, o Pai escolhe uma mulher para tal missão: Maria. Por causa dos méritos de Cristo, Maria é contemplada com A festa da Anunciação.
todas as prerrogativas e graças especiais para o cumprimento da sua missão: gerar e educar o Filho de Deus, quanto a sua humanidade, para que na Sua divindade e humanidade, sendo uma única Pessoa, pudesse nos salvar.
Para tal missão, mesmo Maria sendo cumulada de todas as graças para o cumprimento da sua missão, Deus e a humanidade inteira dependem do “sim” dela; na anunciação, o Anjo Gabriel anuncia-lhe sobre a missão que Deus confia a ela; Maria, com toda a docilidade, dá o seu “sim” para que o Filho de Deus venha. “Eis aqui a escrava do Senhor; faça-se em mim a tua vontade”, diz ela.
É importante percebermos que toda a Trindade concorre para a Encarnação do Filho: O Pai envia; o Filho assume a missão em obediência ao Pai; o Espírito Santo gera o Filho no seio de Maria. Toda esta maravilha é fruto do amor de Deus e da obediência de uma mulher: Maria, nossa Mãe. Nesta solenidade, somos convidados a um profundo reconhecimento da misericórdia de Deus por nós, assumindo nossa humanidade para nossa salvação, fruto da iniciativa do Pai e louvarmos e agradecermos a Nossa Senhora pelo seu “sim”. A maneira maravilhosa de agradecermos ao Todo-poderoso por tamanho amor é respondermos com amor ao chamado d’Ele em nossa vida. Que possamos responder ao Senhor, como Maria: “Eis aqui o (a) servo (a) do Senhor… Faça-se em mim segundo a tua palavra”.









terça-feira, 3 de abril de 2018


Na Vigília Pascal, Papa fala sobre importância do Anúncio

DOMINGO, 1 DE ABRIL DE 2018, 8H22
Durante homilia na celebração da Vigília Pascal, Papa Francisco falou enfatizou: “as pedras começam a gritar”

Denise Claro
Da redação
  
O Papa Francisco presidiu na noite deste Sábado Santo, 31, a solene celebração da Vigília Pascal, na Basílica Vaticana.
Durante a homilia, Papa Francisco falou sobre o silêncio dos discípulos:
“Começamos esta celebração no átrio externo, imersos na escuridão da noite e no frio que a acompanha. Sentimos o peso do silêncio diante da morte do Senhor, um silêncio em que cada um de nós se pode reconhecer e que penetra profundamente nas fendas do coração do discípulo, que, à vista da cruz, fica sem palavras.

São as horas do discípulo emudecido face à amargura gerada pela morte de Jesus: Que dizer diante desta realidade? O discípulo que fica sem palavras, tomando consciência das suas reações durante as horas cruciais da vida do Senhor: diante da injustiça que condenou o Mestre, os discípulos guardaram silêncio; diante das calúnias e falsos testemunhos sofridos pelo Mestre, os discípulos ficaram calados. Durante as horas difíceis e dolorosas da Paixão, os discípulos experimentaram, de forma dramática, a sua incapacidade de arriscar e falar a favor do Mestre; mais ainda, renegaram-No, esconderam-se, fugiram, ficaram calados (cf. Jo 18, 25-27).”

O Pontífice lembrou que os discípulos se sentem enrijecidos e paralisados, oprimidos. “É o discípulo de hoje, emudecido diante duma realidade que se lhe impõe fazendo-lhe sentir e – pior ainda – crer que nada se pode fazer para vencer tantas injustiças que vivem na sua carne muitos dos nossos irmãos.”
E comparou que no meio dos “nossos silêncios”, quando se cala, então começam a “gritar as pedras”: “A pedra do sepulcro gritou e, com o seu grito, anunciou a todos um novo caminho. Foi a criação a primeira a fazer ecoar o triunfo da Vida sobre todas as realidades que procuraram silenciar e amordaçar a alegria do evangelho. Foi a pedra do sepulcro a primeira a saltar e, à sua maneira, a entoar um cântico de louvor e entusiasmo, de júbilo e esperança no qual todos somos convidados a participar.”

Francisco ressaltou que o túmulo vazio quer desafiar, mover, interpelar, mas sobretudo quer encorajar aos cristãos a crer e confiar que Deus “Se faz presente” em qualquer situação, em qualquer pessoa, e que a sua luz pode chegar até aos ângulos mais imprevisíveis e fechados da existência.
“Ressuscitou da morte, ressuscitou do lugar donde ninguém esperava nada e espera-nos – como esperava as mulheres – para nos tornar participantes da sua obra de salvação.”
O Papa reforçou que é necessário que deixemos que nossa esperança seja sustentada e transformada em gestos concretos de caridade. E finalizou:

“A pedra do sepulcro desempenhou o seu papel, as mulheres fizeram a sua parte, agora o convite é dirigido mais uma vez a ti e a mim: convite a quebrar os hábitos rotineiros, renovar a nossa vida, as nossas escolhas e a nossa existência; convite que nos é dirigido na situação em que nos encontramos, naquilo que fazemos e somos; com a «quota de poder» que temos. Queremos participar neste anúncio de vida ou ficaremos mudos perante os acontecimentos?”
Durante a celebração foram batizados oito catecúmenos, naturais da Albânia, Itália, Peru, Nigéria e Estados Unidos.