sábado, 6 de outubro de 2018
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
Curso sobre o Carisma Paulino – Casa de oração das Irmãs Paulinas
Em clima de oração e unidade, os membros da
Família Paulina do Brasil se reúnem para aprofundar o Carisma Paulino, herança
do Bem-aventurado Pe. Tiago Alberione.
Iniciou-se, na noite do dia 19 de Julho de
2018 na Cidade Regina, São Paulo o Curso sobre o Carisma Paulino da Família
Paulina foi dez dias de intenso estudo e reflexão. Um momento forte e histórico
para a Família Paulina do Brasil.
Inicialmente, sentimo-nos infinitamente
chamadas, amadas e acolhidas por Deus. Por sua bondade preparou com especial
carinho este momento de estudo e aprofundamento a respeito do Carisma Paulino,
cujo chamado vem confirmar nossa pertença a esta Família Religiosa.
Participar deste curso, na verdade foi uma
graça, e ao mesmo tempo um investimento para o nosso Instituto. Conhecer mais
profundamente este carisma, para amar e vive-la com mais criatividade e dinâmica
esta proposta de sermos Igreja em meio ao mundo, numa sociedade corrupta,
consumista, inconstante, desumana. Acreditando neste conhecimento, a
possibilidade e servi-lo a exemplo do Mestre Divino, que é caminho, verdade e
vida.
Carisma é dom de Deus é graça extraordinária
do Espirito Santo, que desperta na pessoa o desejo de fazer o bem, transformar
realidades tendo em vista o projeto de Deus.
Foi isso que o nosso Fundador Pe. Tiago Alberione pensou. Pensou em algo
para a humanidade.
Respondendo plenamente aos apelos de Deus de
forma fecunda para a Igreja e pelo mundo; fundou uma grande Família de Homens e
Mulheres, comprometidos e comprometidas com o reino de Deus, utilizando-se dos
meios mais modernos. Tendo como objetivo ajudar a todos os povos, abrir as
mente e coração para responder os anseios e desafios da missão Paulina: levar
ao mundo Jesus Mestre, fortalecidos na analogia das quatro rodas do carro
Paulino: ‘Santidade, estudo, apostolado e pobreza sob a luz do Espirito Santo.
Que Nossa Senhora da Anunciação, conduza
cada vez mais jovens para essa missão.
Por: Maria Margarida Gonçalves Insa
Instituto Nossa Senhora da Anunciação
Vocação dom de Deus
Em todo Brasil se celebra em agosto o mês vocacional. Cada domingo se
celebra uma vocação. Sacerdotal, matrimônio, à vida religiosa vida Consagrada e
vocação do Catequista. Durante o mês vocacional todo povo de Deus é convidado a
rezar pelas vocações, sobre tudo refletir e despertar nos jovens o desejo de
ser vocacionado do Senhor.
A palavra “vocação” significa “chamado”, o que denota uma ação de alguém
que chama e alguém que é chamado. Toda vocação sempre é iniciativa de Deus.
“Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi” (Jo 15,16). O Senhor
não só recruta como também capacita seu escolhido. “Não deverás temê-los,
porque estarei contigo para livrar-te; Eis que coloco minhas palavras nos teus
lábios” (Jr 1,8-9).
O vocacionado é, então, alguém escolhido por Deus, que porta um carisma,
uma graça particular; é um agente do sobrenatural, aquele que traz em si algo
específico para uma localidade e um tempo. Mas todos esses dons e a eficácia
sobrenatural estarão submetidos à humanidade dessa pessoa, ou seja, aos seus
traços e habilidades naturais e psicológicos. (cf. Rm 1,20). O dom sobrenatural
supera a humanidade, mas o jeito, o temperamento, as habilidades naturais, o
conhecimento e a inteligência da pessoa são as bases de suporte para sua
missão.
Ser chamado por Deus é a maior felicidade que se pode oferecer a uma
criatura neste mundo. Ser chamado por Deus revela ao ser humano o sentido de
sua existência. Deus chama: inúmeros são os cristãos que procuram seu lugar,
sua vocação. Inúmeros são aqueles que tendo, recebido o dom da fé, desejam
fazer algo de sua vida, com Jesus e para ele.
Seguir Jesus é uma aventura apaixonante. Quando ele nos encontra no
caminho, provoca uma reviravolta em nossa existência. Seu olhar amoroso nos
cativa e seduz. Seu jeito de ser e agir nos faz sair da apatia e nos impulsiona
a ações concretas. Sua firmeza, ternura e paixão pela vida e por Deus tocam o
nosso coração e nos fascinam.
O chamado é uma iniciativa de Deus, nas suas palavras e ações e na
historia pessoal que identificamos o carisma, o chamado e tudo o que comportará
a missão. O convite de Jesus: ‘Vinde e ver’ (Jo 1,39) permanece ainda, é tarefa
nossa de consagrados e consagradas propor corajosamente, pela palavra e pelo
exemplo, o ideal de seguimento de Jesus Cristo. É necessário ter confiança no Cristo Jesus que continua chamando para o
seguir, e abandonar-se ao Espírito Santo, autor e inspirador dos carismas da
vida consagrada devemos elevar insistentemente suplicas ao Senhor da messe para
que mande operários para a sua Igreja.
Por Regina Melo
segunda-feira, 21 de maio de 2018
Votos Perpétuos da Anunciatina
Renata
Na Matriz Santa Isabel em Osasco 19/05/2018
Vigília de Pentecostes
O sim definitivo é o momento mais
forte na vida de uma consagrada, o Instituto Nossa Senhora da Anunciação teve a
alegria de celebrar na Vigília de Pentecostes a consagração Perpétua da
Anunciatina Renata.
Embora vivendo numa época de
rápidas transformações, ainda se vê o valor dos Votos Perpétuos na Vida
Religiosa Consagrada. Mas, de quais Votos estou falando? Em que consiste serem perpétuos?
Tratam-se dos Votos de Celibato Consagrado, Obediência, Pobreza e Castidade.
As Anunciatinas têm a
graça e a alegria de confirmar a vocação consagrada a partir de suas experiências:
no contato direto com o povo, principalmente com os mais pobres, no ambiente em
que vive e na sociedade, trabalhos pastorais e na Igreja. Os Votos Perpétuos
significa, o percurso de um caminho formativo que passa pelo auto-conhecimento
e pela auto-aceitação, pela busca de realizar a vontade daquele que o chama a
renunciar a si mesma, pegar o Evangelho e partilhar a alegria de viver a intimidade
com Deus no serviço aos irmãos.
É um tempo de muitas graças e
bênçãos para nosso Instituto e para a Igreja. Fazer os Votos é proclamar as
maravilhas que o Senhor opera na vida daqueles que abraçam o dom do Chamado em
sua vida.
Parabéns Renata, seja uma
verdadeira anunciadora do Evangelho em meio ao mundo. Que Jesus Mestre,
Caminho, Verdade e Vida te abençoem sempre.
Por: Regina Melo Insa
terça-feira, 17 de abril de 2018
O Batismo é o “fundamento de toda a vida cristã”
CATEQUESE
DO PAPA FRANCISCO
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 11 de abril de 2018
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 11 de abril de 2018
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal (Canção Nova)
Tradução: Jéssica Marçal (Canção Nova)
Queridos
irmãos e irmãs, bom dia!
Os
cinquenta dias do tempo litúrgico pascal são propícios para refletir sobre a
vida cristã que, por sua natureza, é a vida que provém do próprio Cristo.
Somos, de fato, cristãos na medida em que deixamos Jesus Cristo viver em nós.
De onde partir então para reavivar esta consciência se não do princípio, do
Sacramento que acendeu em nós a vida cristã? Este é o Batismo. A Páscoa de
Cristo, com a sua força de novidade, nos alcança através do Batismo para nos
transformar à sua imagem: os batizados são de Jesus Cristo, é Ele o Senhor da
sua existência. O Batismo é o “fundamento de toda a vida cristã” (Catecismo da
Igreja Católica, 1213). É o primeiro dos Sacramentos, enquanto é a porta que
permite a Cristo Senhor tomar morada na nossa pessoa e a nós imergir no seu
Mistério.
O verbo
grego “batizar” significa “imergir” (cfr CCC, 1214). O banho com a água é um
rito comum a vários credos para exprimir a passagem de uma condição a outra,
sinal de purificação para um novo início. Mas para nós cristãos não deve passar
despercebido que se é o corpo a ser imerso na água, é a alma a ser imersa em
Cristo para receber o perdão do pecado e resplandecer de luz divina (cfr
Tertulliano, sobre ressurreição dos mortos, VIII, 3: CCL 2, 931; PL 2, 806). Em
virtude do Espírito Santo, o Batismo nos imerge na morte e ressurreição do
Senhor, afogando na fonte batismal o homem velho, dominado pelo pecado que
separa de Deus, e fazendo nascer o homem novo, recriado em Jesus. Nele, todos
os filhos de Adão são chamados à vida nova. O Batismo, isso é, é um
renascimento. Estou certo, certíssimo, de que todos nós recordamos a data do
nosso nascimento: certo. Mas me pergunto eu, um pouco duvidoso, e pergunto a
vocês: cada um de vocês recorda qual foi a data do seu batismo? Alguns dizem
sim – está bem. Mas é um sim um pouco fraco, porque talvez tantos não se
lembram disso. Mas se nós festejamos o dia do nascimento, como não festejar –
ao menos recordar – o dia do renascimento? Eu darei uma tarefa de casa para
vocês, uma tarefa para fazer hoje em casa. Aqueles de vocês que não se recordam
da data do batismo, perguntem à mãe, aos tios, aos netos, perguntem: “Você sabe
qual é a data do batismo?”, e não a esqueçam nunca. E agradecer ao Senhor por
esse dia, porque é justamente o dia em que Jesus entrou em mim, o Espírito
Santo entrou em mim. Entenderam bem a tarefa de casa? Todos devemos saber a
data do nosso batismo. É um outro aniversário: o aniversário do renascimento.
Não se esqueçam de fazer isso, por favor.
Recordemos
as últimas palavras do Ressuscitado aos apóstolos; são um mandato preciso: “Ide
e fazei discípulos todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do
Espírito Santo” (Mt 28, 19). Através do lavacro batismal, quem crê em Cristo é
imerso na vida própria da Trindade.
Não é uma
água qualquer aquela do Batismo, mas a água sobre a qual é invocado o Espírito
que “dá a vida” (Credo). Pensemos no que Jesus disse a Nicodemos para
explicar-lhe o nascimento à vida divina: “Se alguém não nasce da água e
Espírito, não pode entrar no Reino de Deus. Aquele que nasceu da carne é carne,
e aquele que nasceu do Espírito é espírito” (Jo 3, 5-6). Por isso o Batismo é
chamado também “regeneração”: acreditamos que Deus nos salvou “pela sua
misericórdia, com uma água que regenera e renova no Espírito” (Tit 3, 5).
O Batismo
é, por isso, sinal eficaz de renascimento, para caminhar em novidade de vida.
São Paulo recorda isso aos cristãos de Roma: “Não sabeis que quantos fomos
batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte? Por meio do batismo,
portanto, fomos sepultados junto a ele na morte a fim de que, como Cristo foi
ressuscitado dos mortos por meio da glória do Pai, assim também nós podemos
caminhar em uma vida nova” (Rm 6, 3-4).
Imergindo-nos
em Cristo, o Batismo nos torna também membros do seu Corpo, que é a Igreja, e
partícipes da sua missão no mundo (cfr CCC 1213). Nós batizados não somos
isolados: somos membros do Corpo de Cristo. A vitalidade que surge da fonte
batismal é ilustrada por estas palavras de Jesus: “Eu sou a videira, vós os ramos.
Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto” (cfr Jo 15, 5). Uma
mesma vida, aquela do Espírito Santo, passa de Cristo aos batizados, unindo-os
em um só Corpo (cfr 1 Cor 12, 13), crismado pela santa unção e alimentado pela
mesa eucarística.
O Batismo
permite a Cristo viver em nós e a nós viver unidos a Ele, para colaborar na
Igreja, cada um segundo a própria condição, para a transformação do mundo.
Recebido de uma só vez, o lavacro batismal ilumina toda a nossa vida, guiando
os nossos passos até a Jerusalém do Céu. Há um antes e um depois do Batismo. O
Sacramento supõe um caminho de fé, que chamamos catecumenato, evidente quando é
um adulto a pedir o Batismo. Mas também as crianças, desde a antiguidade, são
batizadas na fé dos pais (cfr Rito do Batismo das crianças, Introdução, 2). E
sobre isso eu gostaria de dizer-vos uma coisa. Alguns pensam: mas por que
batizar uma criança que não entende? Esperamos que cresça que entenda e seja
ela mesma a pedir o Batismo. Mas isso significa não ter confiança no Espírito
Santo, porque quando nós batizamos uma criança, naquela criança entra o
Espírito Santo e o Espírito Santo faz crescer naquela criança, desde criança,
as virtudes cristãs que depois florescerão. Sempre se deve dar esta
oportunidade a todos, a todas as crianças, de ter dentro de si o Espírito
Santo, que os guia durante a vida. Não esquecer de batizar as crianças! Ninguém
merece o Batismo, que é sempre dom gratuito para todos, adultos e
recém-nascidos. Mas como acontece com uma semente cheia de vida, este dom se
enraíza e dá frutos em um terreno alimentado pela fé. As promessas batismais
que todos os anos renovamos na Vigília Pascal devem ser reavivadas todos os
dias a fim de que o Batismo “cristifique”: não devemos ter medo desta palavra;
o Batismo nos “cristifica”, quem recebeu o Batismo é “cristificado”, se
assemelha a Cristo, se transforma em Cristo e o torna realmente um outro
Cristo.
terça-feira, 10 de abril de 2018
Anunciação do Senhor
Hoje
em toda a Igreja celebramos a Solenidade da Anunciação do Senhor.
É festa
para o Instituto Nossa Senhora da Anunciação “Anunciatinas”
As “Anunciatinas”
são Moças que consagrdas a Deus com a profissão dos conselhos evangélicos de
castidade, pobreza e obediência. Vivem a cumprem a missão no ambiente familiar,
trabalho e estudo.
Procuram moldar
a vida no exemplo de Maria de Nazaré, a Virgem da Anunciação, na simplicidade da
vida quotidiana, Maria acolheu Jesus para doá-lo ao mundo.
“Vossa paróquia é o
mundo… Formar um coração grande, coração Paulino que abrange todas as nações e
cada uma das pessoas”.
a festa da Anunciação do Anjo Gabriel à
Virgem Maria é comemorada desde o século
V, no Oriente e a partir do Século VI, no Ocidente, nove meses antes do Natal. Por
este acontecimento, que fez de Maria o primeiro sacrário da Eucaristia, Ela
recebeu dos cristãos o título de Nossa Senhora da Anunciação.
Para que a encarnação do Filho de Deus viesse
a acontecer, o Pai escolhe uma mulher para tal missão: Maria. Por causa dos
méritos de Cristo, Maria é contemplada com A festa da Anunciação.
todas as prerrogativas e graças especiais
para o cumprimento da sua missão: gerar e educar o Filho de Deus, quanto a sua
humanidade, para que na Sua divindade e humanidade, sendo uma única Pessoa,
pudesse nos salvar.
Para tal missão, mesmo Maria sendo cumulada
de todas as graças para o cumprimento da sua missão, Deus e a humanidade
inteira dependem do “sim” dela; na anunciação, o Anjo Gabriel anuncia-lhe sobre
a missão que Deus confia a ela; Maria, com toda a docilidade, dá o seu “sim”
para que o Filho de Deus venha. “Eis aqui a escrava do Senhor;
faça-se em mim a tua vontade”, diz ela.
É
importante percebermos que toda a Trindade concorre para a Encarnação do Filho:
O Pai envia; o Filho assume a missão em obediência ao Pai; o Espírito Santo
gera o Filho no seio de Maria. Toda
esta maravilha é fruto do amor de Deus e da obediência de uma mulher: Maria,
nossa Mãe. Nesta solenidade, somos convidados a um profundo reconhecimento da
misericórdia de Deus por nós, assumindo nossa humanidade para nossa salvação,
fruto da iniciativa do Pai e louvarmos e agradecermos a Nossa Senhora pelo seu
“sim”. A maneira maravilhosa de agradecermos ao Todo-poderoso por tamanho amor
é respondermos com amor ao chamado d’Ele em nossa vida. Que possamos responder
ao Senhor, como Maria: “Eis aqui o (a) servo (a) do
Senhor… Faça-se em mim segundo a tua palavra”.
terça-feira, 3 de abril de 2018
Na Vigília Pascal, Papa fala sobre importância do
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DOMINGO,
1 DE ABRIL DE 2018, 8H22
Durante
homilia na celebração da Vigília Pascal, Papa Francisco falou enfatizou: “as
pedras começam a gritar”
Denise Claro
Da redação
Da redação
O Papa Francisco
presidiu na noite deste Sábado Santo, 31, a solene celebração da Vigília
Pascal, na Basílica Vaticana.
Durante a homilia,
Papa Francisco falou sobre o silêncio dos discípulos:
“Começamos esta
celebração no átrio externo, imersos na escuridão da noite e no frio que a
acompanha. Sentimos o peso do silêncio diante da morte do Senhor, um silêncio
em que cada um de nós se pode reconhecer e que penetra profundamente nas fendas
do coração do discípulo, que, à vista da cruz, fica sem palavras.
São as horas do
discípulo emudecido face à amargura gerada pela morte de Jesus: Que dizer
diante desta realidade? O discípulo que fica sem palavras, tomando consciência
das suas reações durante as horas cruciais da vida do Senhor: diante da
injustiça que condenou o Mestre, os discípulos guardaram silêncio; diante das
calúnias e falsos testemunhos sofridos pelo Mestre, os discípulos ficaram
calados. Durante as horas difíceis e dolorosas da Paixão, os discípulos
experimentaram, de forma dramática, a sua incapacidade de arriscar e falar a
favor do Mestre; mais ainda, renegaram-No, esconderam-se, fugiram, ficaram
calados (cf. Jo 18, 25-27).”
O Pontífice lembrou
que os discípulos se sentem enrijecidos e paralisados, oprimidos. “É o
discípulo de hoje, emudecido diante duma realidade que se lhe impõe fazendo-lhe
sentir e – pior ainda – crer que nada se pode fazer para vencer tantas
injustiças que vivem na sua carne muitos dos nossos irmãos.”
E comparou que no
meio dos “nossos silêncios”, quando se cala, então começam a “gritar as
pedras”: “A pedra do sepulcro gritou e, com o seu grito, anunciou a todos um
novo caminho. Foi a criação a primeira a fazer ecoar o triunfo da Vida sobre
todas as realidades que procuraram silenciar e amordaçar a alegria do
evangelho. Foi a pedra do sepulcro a primeira a saltar e, à sua maneira, a
entoar um cântico de louvor e entusiasmo, de júbilo e esperança no qual todos
somos convidados a participar.”
Francisco ressaltou
que o túmulo vazio quer desafiar, mover, interpelar, mas sobretudo quer
encorajar aos cristãos a crer e confiar que Deus “Se faz presente” em qualquer
situação, em qualquer pessoa, e que a sua luz pode chegar até aos ângulos mais
imprevisíveis e fechados da existência.
“Ressuscitou da
morte, ressuscitou do lugar donde ninguém esperava nada e espera-nos – como
esperava as mulheres – para nos tornar participantes da sua obra de salvação.”
O Papa reforçou que
é necessário que deixemos que nossa esperança seja sustentada e transformada em
gestos concretos de caridade. E finalizou:
“A pedra do
sepulcro desempenhou o seu papel, as mulheres fizeram a sua parte, agora o
convite é dirigido mais uma vez a ti e a mim: convite a quebrar os hábitos
rotineiros, renovar a nossa vida, as nossas escolhas e a nossa existência;
convite que nos é dirigido na situação em que nos encontramos, naquilo que
fazemos e somos; com a «quota de poder» que temos. Queremos participar neste
anúncio de vida ou ficaremos mudos perante os acontecimentos?”
Durante a
celebração foram batizados oito catecúmenos, naturais da Albânia, Itália, Peru,
Nigéria e Estados Unidos.
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