Margarida
A vocação de servir
Regina
de Melo, Insa*
Acredito que testemunhar a vida de uma pessoa suscita
outras vocações, no sentido que outros, vendo o bem que Deus realiza em nós, se
abrem a uma resposta generosa a esse Deus que nos chama continuamente.
Recebi um alegre pedido para contar a vida e a vocação de nossa irmã Margarida e
resolvi responder prontamente ao convite.
Maria Margarida Gonçalves nasceu em Campina
Grande-PB. Filha de uma família simples. Seu Pai, Miguel Gonçalves, fabricava
violões e cavaquinhos. Sua mãe, Josefa Gonçalves, ajudava seu marido. A jovem
Margarida crescia, dotada de uma grandeza interior e muita fé na Providência. Margarida
começou sua missão aos vinte e dois anos de idade, quando veio a São Paulo para
continuar os estudos e trabalhar em auxílio a seus pais e irmãos.
Formada em filosofia, especializada em educação
infantil e em administração escolar, lecionou em várias escolas, foi
orientadora e diretora em três colégios no município de Diadema, em são Paulo.
Dedicada e fiel à função de educadora, ela desenvolvia seu trabalho com muito
amor e carinho. Sempre foi uma pessoa simples, atenciosa e de um caráter
próprio nas suas opiniões, doando-se a todos, sem distinção, a exemplo daquele
que ama e a amará durante toda sua vida: Jesus Mestre.
Além de educadora formal do ensino fundamental,
Margarida exercia outras funções, como, por exemplo, coordenadora e formadora
de catequistas, além de ser orientadora vocacional na paróquia Nossa Senhora
Aparecida, no Jardim Pedreira, nesta capital. Contribuiu muito como formadora na
orientação das jovens no Instituto Nossa Senhora da Anunciação, tanto no
postulantado como no noviciado. Margarida, uma pessoa singular, de uma voz meiga,
harmoniosa com seus cantos e, como não dizer, ao tocar seu violão! Ao dedilhar
as cordas, encantava a todos que ouviam sua voz e o som do seu instrumento.
Suas mãos, leves como as brumas, nos convidam a rezar e edificar-se no espirito
do Senhor.
Margarida sempre desejou em ser religiosa. Esteve
com as irmãs salesianas, mas Deus a destinou para outro horizonte: o Instituto
Nossa Senhora da Anunciação. Escolheu a vida consagrada, pela missão e
espiritualidade paulina, embora se sentisse pequena diante de tão grande missão.
Entretanto, ao mesmo tempo se sentia atraída a fazer o bem pela humanidade. Dizia:
“O
que mais encanta na vida consagrada é a entrega total ao Senhor, vivendo a
espiritualidade paulina, com todo empenho”.
A missão das consagradas é
servir, e quem opta por servir não coloca limites em sua doação. Margarida,
dotada de um carisma especial, aproximava as pessoas de Deus, como uma boa
religiosa, educadora e formadora. Buscou e resgatou várias ovelhas que andavam
dispersas e longe da Igreja. De fato, o carisma paulino é viver Jesus Mestre,
Caminho, Verdade e Vida (Jo 14,6),
anunciando-o às pessoas através dos meios mais modernos e eficazes da
Comunicação.
A
espiritualidade paulina nasceu da Palavra e da Eucaristia e apresenta Jesus e
alcança o ser humano na sua integralidade, atingindo suas faculdades: mente,
vontade e coração, para uma definitiva mudança de vida. Temos São Paulo
Apóstolo como modelo e inspiração no seguimento a Jesus.
A nossa irmã Margarida está
presente na comunidade de Nossa Senhora Aparecida, há mais de vinte anos.
Ela liderou e participou em várias realizações com jovens, catequistas, crianças
e em outras tantas atividades sociais, que foram grandes conquistas e motivos
de alegria e júbilo para toda a comunidade e todos nós. Até aqui o Senhor a
conduziu.
Nossa missão consiste em “representar Maria diante
de todos”.
*Insa:
Instituto Nossa Senhora da Anunciação
São Paulo, Dezembro 2016
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