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06/04/2015
Jesus indica a
todos o caminho da vida e da felicidade
Por Centro Vocacional, com Rádio Vaticana
Ontem, 5, na cidade
do Vaticano, o Papa Francisco proferiu ao povo presente na praça de São Pedro a
mensagem “Urbi et
Orbi”, referente ao Domingo de Páscoa.
Queridos irmãos e irmãs, Jesus
Cristo ressuscitou!
O amor venceu o ódio, a vida venceu a
morte, a luz afugentou as trevas! Por nosso amor, Jesus Cristo despojou-se da
sua glória divina; esvaziou-se a si mesmo, assumiu a forma de servo e
humilhou-se até à morte, e morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou e o fez
Senhor do universo. Jesus é Senhor!
Com a sua morte e ressurreição, Jesus
indica a todos o caminho da vida e da felicidade: este caminho é a humildade,
que inclui a humilhação. Esta é a estrada que leva à glória. Somente quem se
humilha pode caminhar para as “coisas do alto”, para Deus (cf. Cl 3,1-4). O
orgulhoso olha “de cima para baixo”, o humilde olha “de baixo para cima”.
Na manhã de Páscoa, informados pelas
mulheres, Pedro e João correram até ao sepulcro e encontraram-no aberto e
vazio. Então aproximaram-se e “inclinaram-se” para entrar no sepulcro. Para
entrar no mistério, é preciso “inclinar-se”, abaixar-se. Somente quem se abaixa
compreende a glorificação de Jesus e pode segui-lo na sua estrada.
A proposta do mundo é impor-se a todo
o custo, competir, fazer-se valer… Mas os cristãos, pela graça de Cristo morto
e ressuscitado, são os rebentos duma outra humanidade, em que se procura viver
a serviço uns dos outros, não ser arrogantes, mas disponíveis e respeitadores.
Isto não é fraqueza, mas é verdadeira
força! Quem traz dentro de si a força de Deus, o seu amor e a sua justiça, não
precisa usar a violência, mas fala e age com a força da verdade, da beleza e do
amor.
Do Senhor ressuscitado imploramos a
graça de não cedermos ao orgulho que alimenta a violência e as guerras, mas
termos a coragem humilde do perdão e da paz. A Jesus vitorioso pedimos que
alivie os sofrimentos de tantos irmãos nossos, perseguidos por causa do seu
nome, bem como de todos aqueles que sofrem injustamente as consequências dos conflitos
e das violências em curso.
Pedimos paz, antes de tudo, para a
Síria e o Iraque, para que cesse o fragor das armas e se restabeleça a boa
convivência entre os diferentes grupos que compõem estes amados países. Que a
comunidade internacional não permaneça inerte perante a imensa tragédia
humanitária no interior destes países e o drama dos numerosos refugiados.
Imploramos paz para todos os
habitantes da Terra Santa. Possa crescer entre israelitas e palestinenses a
cultura do encontro e se retome o processo de paz a fim de pôr termo a tantos
anos de sofrimentos e divisões.
Suplicamos paz para a Líbia a fim de
que cesse o absurdo derramamento de sangue em curso e toda a bárbara violência,
e aqueles que têm a peito o destino do país se esforcem por favorecer a
reconciliação e construir uma sociedade fraterna que respeite a dignidade da
pessoa. E almejamos que, também no Iémen, prevaleça uma vontade comum de
pacificação a bem de toda a população.
Ao mesmo tempo, confiamos
esperançosos ao Senhor misericordioso o acordo alcançado nestes dias em
Lausanne, a fim de que seja um passo definitivo para um mundo mais seguro e
fraterno.
Do Senhor Ressuscitado imploramos o
dom da paz para a Nigéria, o Sudão do Sul e as várias regiões do Sudão e da
República Democrática do Congo. De todas as pessoas de boa vontade se eleve
incessante oração por aqueles que perderam a vida – penso de modo particular
aos jovens mortos na quinta-feira passada numa Universidade de Garissa, no
Quênia -, por quantos foram raptados, por quem teve de abandonar a própria casa
e os seus entes queridos.
A Ressurreição do Senhor leve luz à
amada Ucrânia, sobretudo, àqueles que sofreram as violências do conflito nos
últimos meses. Possa o país reencontrar paz e esperança, graças ao empenho de
todos as partes interessadas.
Paz e liberdade, pedimos para tantos
homens e mulheres, sujeitos a formas novas e antigas de escravidão por parte de
indivíduos e organizações criminosas. Paz e liberdade para as vítimas dos
traficantes de droga, muitas vezes aliados com os poderes que deveriam defender
a paz e a harmonia na família humana. E paz pedimos para este mundo sujeito aos
traficantes de armas.
Aos marginalizados, aos encarcerados,
aos pobres e aos migrantes que tantas vezes são rejeitados, maltratados e descartados;
aos doentes e atribulados; às crianças, especialmente as vítimas de violência;
a quantos estão hoje de luto; a todos os homens e mulheres de boa vontade
chegue a voz consoladora do Senhor Jesus: “A paz esteja convosco!” (Lc 24, 36).
“Não temais! Ressuscitei e estou convosco para sempre!” (cf. Missal Romano,
Antífona de Entrada no dia de Páscoa). Feliz Páscoa a todos!
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